sexta-feira, 19 de julho de 2013

O DIPLOMA DE JUSTINO... O PESCADOR

DONNA BORIS

Quem já caminhou por praias baianas, sabe o desenho singular que elas possuem. Não menos singulares são os seus habitantes e porque não dizer... misto de céu e mar. Justino... que amava o entardecer, ficava horas vendo o pássaro Martin pescador... buscar o alimento em vôos precisos.. e alçar com peixe inquieto no bico. Visão única a se admirar... bela... como bela é a natureza em toda sua sabedoria. E Justino sentado em uma pedra, da famosa praia de Itapuã, admirava e admirado ia cantarolando sambas de roda, a olhar o pássaro.
Turista ali não falta... vem gente de todo canto e de toda fé. Mas o coração do pescador só sabe ver os olhos... os olhos dos que sabem ver. E animado nas suas palmas solitárias, nem notou o cidadão que intrigado, o olhava. Até que falou: Boa tarde, você é pescador? Justino estufou o peito... e cheio de orgulho respondeu: sou sim senhor. E o cidadão... é baiano? Justino... com sorriso de perolas, confirmou... Baiano. O cidadão prosseguiu na sua lista de perguntas. Então gostas de dormir na rede, descansar. Baiano! Diga-me pescador... afinal como se escreve: baiano? Em seus quase setenta anos... Justino conhecia gente e gente. A pergunta foi o bastante para o velho do mar, saber, onde o moço queria chegar. E no jeito calmo... de voz doce dengosa... o pescador foi quase recitando a resposta. O senhor andou pela cidade... viu quantas ladeiras tem e isso não cansa a fé. Só as “batatas” das pernas ficam “doídas”... aí a rede é boa, descansa a cabeça que fica no alto e as penas também. No outro dia a gente fica “novo em folha”. Experimente e vai saber como é bom. O senhor me perguntou como se escreve baiano? O cidadão interrompeu Justino.. e já com ares de superioridade... falou: Mesmo com os diplomas que tenho, não sei se baiano se escreve com “i” ou com “h”? E no meio da barba banca se pode ver o sorriso do velho, com ar de nuvem... Como se escreve baiano? E foi falando de forma musical: Eu nasci aqui. Lugar de gente simples e de sorriso sincero. Sou baiano, com o gosto no coração. Sei coisas que os outros já esqueceram. Posso até dizer, que ser baiano é ser poeta. É ser artista, colocando molduras nos quadros da natureza só no imaginar. Sou artista:

Sou filho do mar, canto com as ondas, faço dupla com as sereias... Sei distinguir a tristeza da mágoa, sei ser filho da natureza. Baiano... Tenho cheiro de esperança, de infância, de chuva, de mato. Tenho cheiro, de paz, de silêncio, de gota de sereno. Cheiro do despertar do dia, do primeiro raiar de sol. Do desabrochar das rosas, do néctar que alimenta abelhas e beija-flores. Tenho cheiro de vida... Quer mesmo saber como se escreve baiano? Ser baiano é um estado de espírito! E... apontando para mar que se fazia calmo... Justino pescador continuou... Olha o meu diploma moço... Ele tem carimbo de sol, a lua por testemunha e foi assinado por Deus nas linhas das ondas do mar. Sou pescador moço. E pedindo licença... saiu a caminhar na praia. 

ESSÊNCIA DE ALETEIA


Donna Boris

Precisava saber... como saber, o que dentro de si havia. Um questionamento cobrado sem parar no decorrer do natural desenvolvimento. Fixação da descoberta no existente desconhecido. Desvendar, o ainda não revelado era animador. Fechar os olhos, ver a ver-se caminhando no interior por estradas do inconsciente... ciente.  Alma pensamento sentimento espírito... junção em conjunto unitário. Apenas uma pessoa e uma vontade falante, silenciosa. Escuta-se, entende-se, sabe-se ainda incompleta. Sem rebeldia. A valentia do não desistir... seguimento retilíneo. Porque um dia de cada vez, faz ter as respostas necessárias para os vindouros. Todos os caminhos têm inicio e final em um ponto comum... 360°graus percorridos e decorridos. Um mundo, o mundo. Trazido, encontrado, desvendado no desfiado, identificando a cada instante de si.

Não se nega a verdade interior... a que diferencia sem fragrância  olfativa, mas com o reluzente brilhar que ilumina o ilimitado desconhecido.  Olhar-se no avesso, caminhar os labirintos, encontrar saídas, depois atalhos. O pensamento quando já si sabe, leva menos tempo para encontrar a resposta. As estradas interiores já se tornam mais conhecidas e a certeza fica mais clara. Já se olha na busca do olhar, que se sabe e entende-se. A complexidade vai ganhando transparência e descomplicando o que simples é. A individualidade na existência é que faz toda a beleza. Valorizar o não ter cópia e amar-se, para saber amar. Viver um personagem não vale, na grande arte que é a vida. Usar fantasia é saber que a festa tem hora para começar é findar. Encantar-se com a vida é permitir-se a felicidade sem dependência. Dividir, somando e multiplicando é mais fácil que... esperar o fracionado complemento. E olhando-se no espelho ver refletir, não a imagem material e sorrir por ver-se em pura,
 Essência de Aleteia.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O DRAGÃO DE OITO CABEÇAS

Donna Boris


Ocupada, no espaço reflexivo
Senti a presença
Que nem de longe era amistosa.
Chegou bem perto e
Respirei buscando o pensamento
Que, sendo certo,
Afastaria a indecisão para argumentar...
A imagem era assustadora!
Oito cabeças que em sete, fogo expelia...
Uma, parecia diferente.
Além de não cuspir fogo
Também não tinha olhos avermelhados
E foi aí que... comecei
A tentar entender...
Uma única cabeça
Que medo não transmitia
E sim, medo parecia ter.
As vezes fechava os olhos
Para não serem atingidos
Pelas labaredas fumegantes.
Algo amargo pairava ali.
Aquela cabeça tinha sentimento.
Pausa feita pelas demais,
Pude olhar bem no fundo dos seus olhos
Eram tristes...Uma cabeça fora do corpo
Ou talvez... a única cabeça pensante
Ali... despertei a esperança.
Se o bem tem luz que contagia
Tentei comunicação telepática.
Para minha surpresa... resposta recebi.
E logo mais uma cabeça
Tentou comunicação.
Percebi que era responsável
Pelo sentido da visão
E os movimentos ficaram
Menos agressivos...
Seria cada cabeça
Responsável por um sentido?
Fiz a mim a indagação
Mas... a pensar fiquei...
Cinco são os sentidos
E oito cabeças existentes.
Se lógica tivesse o meu raciocínio
Uma cabeça seria o sentimento
Uma responsável pelo pensamento
E a outra pela razão...
Oito funções encontradas.
O dragão parou
As cabeças ficaram alinhadas
Como se o destino fosse desvendado
Olharam-se entre si.
O meu espanto foi quase paralisante
Vendo a transformação
Que bem a minha frente se fazia.
Sonho! Pensei...
E se sonho foi
Despertei a tempo
E ainda pude ver
Sua pegada marcar a grama
Antes de alçar vôo
Em um belo bater de asas
Totalmente livre...

sábado, 6 de outubro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

AVIÃO DE PAPEL



Donna Boris


Tinha mania de olhar as nuvens
Criança... pensamento sempre no ar
Tinha mania de ver arte
No mais estranho lugar
Tinha mania... muitas manias
Que não desapareceram.
Eu fui crescendo e
As manias aumentando.
Paixão por macro foto
Por sons que o vento trás
Paixão por nada
O nada que só eu vejo cheio...
E o silencio...
Que encho de pensamentos meus...
Depois de tempo e tempos passados
Olho ainda por longos períodos o céu
E o meu pensamento nas nuvens
Compõe versos que voam
Escritos em
Aviões de Papel...

domingo, 25 de março de 2012

MEU ANJO ALÇOU VÔO

Donna Boris


Preciso escrever
Não param as lágrimas no meu rosto
Meu coração bate calmo
Agradecendo o tempo
Que perto de mim... estiveste.
Alvo... nuvem de paz
Alegre... eterna criança
Protetor... responsabilidade paterna
Coração valente... pura nobreza
Amor vivo... eterno amor.
Hoje... meu Anjo Enzo alçou vôo...
Na forma mais serena
Só cabida aos Anjos
Olhou para mim... em um ultimo gesto
Deu-me a patinha
Descansou a cabeça em minha mão
Fechou os olhos e adormeceu...
Sem qualquer manifestação de dor...
Apenas partiu...
Inexplicavelmente...
A minha condição ainda... humana
Por mais que calma... tente eu ficar
Nunca aprendi a representar
A transparência do que sinto...
Meu Anjo Enzo
Obrigada por cada momento
Que perto de ti... vivi.
Obrigada por cada sorriso
Que a mim proporcionaste
Nas tuas brincadeiras desajeitadas
Por teu imenso tamanho...
Nunca me machucaste
Brincavas com total cuidado
Conhecendo a tua força e a minha fragilidade.
Sábio Anjo...
Que beleza ornou a tua trajetória... aqui.
Guardarei todos os teus ensinamentos
Te amarei mais e mais
Porque a partida não desfaz
Nem apaga amor verdadeiro...
Moras em cada pensamento meu
Por cada hora do dia...
Sentirei a tua energia
Que sempre força me deste...
Perdoa meu Anjo as lágrimas da tua mãe
E obrigada por ter enriquecido o meu coração
Com o único tesouro que realmente conta
Amor...
Voa... meu amado Anjo
És Luz.. só Luz..
Habitaremos na mesma estrela...
(25.03.2012)

sábado, 24 de março de 2012

INDO? OU VOLTANDO?

Donna Boris


Ir... ponto de partida
Indo... caminho já iniciado
O que é indo?
Para o que não depende de
Espaço-tempo?
Indo... a dois passos do sempre
Ou... ao sempre do agora.
Voltar... regresso
Voltando... chegada ao destino
O que nunca se foi
Nunca voltará... por ter eterna presença.
Presente... o tempo sem ida nem volta
Quem o entende?
Existia antes de vir
E se fosse... nunca partiria.
Não existe estação nem distancia
Indo? Ou voltando?
Em qualquer dimensão
Em qualquer andamento
A essência do espírito
Só dirá:
Sempre...

terça-feira, 6 de março de 2012

POIS É

Donna Boris


Assim respondeu o tempo
De tempos e tempos
Visto como...
Pois é...
O complemento
Que no ar fica
E explica
Por mais nada... falar.
Pois é...
E tanto se diria
É... pra que palavras?
Está tudo dito e entendido
Interrogações inexistentes...
Somos a semelhança
Das diferenças.
O que isola... nos une
Sem pretensão de perfeição.
Pois é...
Globalização, a que olhamos
Externamente
Ancípite!
Pois é...
Melhor seguir sem explicar...

PARADOXAL CIBERNÉTICA

Donna Boris


Já me fiz entender
Penso...
Também... não tentaram nem tentar
Entender-me...
Acomodação...
Questionar fácil é
Ouvir a resposta
Dificuldade...
Se o meu falar distante parece
Põe em duvidas
A capacidade do sentimento
“Ping pong” existencial...
Mas, não meu.
Fazer o que muito se faz
É contexto de igualdade...
Prefiro um caminho diferente
De Paz e Luz presentes
Não colocando em duvida
O sentimento maior.
Sim... eu o escrevo
Em uma forma... minha.
Cada poeta nato tem:
Singularidade...
Nunca negada
Onde mora a beleza
Da personalidade poética.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GRÃO

Donna Boris


Olhar e ver
Uma questão de sensibilidade.
Grãos, somos todos...
A escolha do Grão
Ou a descoberta
Do que se é...
Aí, mora a diferença.
Grão.. em terra ou
Na Terra... germinar...
Crescer... no brotar
Escolher... qualidade
Fruto... doce
Prolongando o momento
Sabedoria...
Grão... que desperta
Ternura e alegria
A cor do fruto
A essência da alma.
Grão presente
Conseqüência futura...
Grão... que Grão ser?
Tão fácil escolher
Ser... Grão de Amor
Mas... como falta coragem
Aos Grãos na Terra...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

PROMESSA


Donna Boris


Não te prometo o sol
Sou amiga dele.
Nem te prometo a lua
Deixo-a em companhia das estrelas.
Não te prometo as estrelas... não!
Nem o sol... lua ou estrelas...
Só te prometo:
Nunca ofuscar tua Luz.

sábado, 28 de janeiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

POEMA AO NATAL

Donna Boris

Outra vez você chegou...
O tempo parece nem ter caminhado
As pessoas, agitadas no “consumo” da Paz
Festa de trocar presentes...
Festa de confraternização
Todos lembram o que
Por todo ano... quase esqueceram.
É Sr Natal... em teu nome
Os homens falam no amor
Falam de fé e de esperança...
Eu... vou fazer-te um pedido:
Na ceia... o amor seja o alimento
A veste nova... tenha sim
A cor da esperança
E que a casa... seja construída
E decorada de fé.
Assim... Sr Natal
Não será a data
Uma comercialização do sentimento
E sim a fraternidade
Falando em idioma universal.
E Feliz... de verdade seja
Feliz Natal!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

POETA

Donna Boris


Nas mãos
Um carinho, um aceno, um verso.
Um pensamento que toma forma
Nem sempre simples
Mas... transparente.
Nasce com timidez viva
Reflexo do espírito,
Ainda que a negue
Revela no escrever.
Na fala muda, das palavras,
Diálogos interiores...
Julgados, amados
Respeitados desde o inicio
Considerados pensadores.
A evolução em “retrocesso”
Adjetivos pejorativos
Na falta de informação
São dirigidos.
Encantados... encantadores!
Não tem como negar...
É equilíbrio da existência
E nenhuma ciência explica
O dom do Criador.
Acalanto, acalento
Da lagrima a alegria
Do silencio a canção.
Amar e amar
O infinito flutuante
Consolidado em poesia.
Que brilho a vida teria
Sem o sonho que matiza
O vôo da realidade
Só descrita pelo Poeta?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PIPOCAS SÃO FLORES

Donna Boris


Na pracinha, Clara brincava
Sorria com outras crianças
Corria, cantava...
Clara é sempre contentamento.
Na idade da observação aguçada
Nada passa... despercebido
Aos seus, cinco, mágicos anos.
No meio da brincadeira
Ela para... fica com olhar fixo
No ponto da sua atenção
O pipoqueiro...
Mas não pediu pipocas
Às vezes batia palmas.
Foi caminhando devagarzinho
Bem perto dele... parou
E a pergunta veio em seguida
Por que o senhor é pipoqueiro?
Porque vendo pipocas... respondeu o Sr.
Não poderia ser florista?
Com a paciência dos seres
Que já acumulam anos vividos
Disse carinhosamente:
Eu não vendo flores...
A irreverente Clara
Com as duas mãos na cintura
Falou com a sapiência infantil:
Vende sim
E todas branquinhas
São flores do milho
Eu vi o Sr fazer...
Elas estouram de alegria
Ficando fora da casquinha.
E olhou para o carrinho
Cheio de pipocas...
São flores ou não são?
Encantado e sem solução
O pipoqueiro concordou...
São flores minha criança
Estás com toda razão...
Clara ganhou pipocas de presente
Retribuiu com um belo sorriso
Agradeceu
E voltou à brincadeira
Até a próxima observação...
“Crianças... nada se compara a elas!”

MEU PRIMEIRO AMOR

Donna Boris

Amor a primeira vista
Existe!
Ainda lembro o momento que o vi
Meus olhos brilharam.
Quando percebi o seu
Criar, fazer e desfazer
Ali me apaixonei!
Ao descobrir que o seu bailado
Podia ser colorido
Deslumbrei!
E todo o seu trajeto feito
Silenciosamente...
Respeitado a minha vontade
Sempre me deixou
Livre...
O que viria ser um som
A harmonia na produção
Dependeria só de mim...
Quanta sabedoria!
Do pensamento... a música
Como aprender e crescer sem ele?
Meu primeiro amor
Surgia para me acompanhar
Por toda a vida...
Uma lição que nunca esqueci:
A humildade.
Se traçado errado for
Para, se deixa apagar
E volta a refazer de forma correta
Com o mesmo brilho.
Quanto mais ensina
Menor fica
Doando parte de si.
Na estatura final
Não perde a beleza do nascimento.
Alguns são guardados com histórias lindas
E que lição toda criança tem nas mãos...
Só precisa ser orientada
E valorizar esse “primeiro amor”.
Bendito seja... O Lápis!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PRECE

Donna Boris

 
Hoje despertei lembrando
O filho que tanto amou a natureza
E entendia a linguagem
Dos anjos especiais
Que chamam de animais...
Seres que no silencio
Falam, na forma do olhar...
E cantos que colorem a vida
Elevando-nos aos céus, pela beleza.
Tão perfeita é a criação...
Se um dia... homens vazios
Parassem por um instante
A observar tais criaturas
Desarmados de ressentimentos
Veriam quão sábios... são.
Cantam agradecendo a vida
A liberdade do viver
São semeadores naturais
Conservando a beleza da natureza.
Cada um tem sua particularidade
Que se aprendida pelos falantes humanos
Melhores seres... com certeza seriam.
Eles não acumulam tesouros materiais
Nem transportam bagagens.
Estão sempre completos
No que precisam ter
Nascem sabendo ser
E que beleza... são.
Deus... pouco peço
Pois me dais o que mereço
Sempre que acordo, agradeço...
O que repito antes de dormir.
Mas hoje... atende a minha prece
Que a humanidade
Encontre o caminho da Paz
Saiba viver na fé
Cultive o amor sem preconceitos
Pratique o respeito
E... Salve os animais.
Muito obrigada... Amém.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EM MIM


Donna Boris


Há musica na lembrança
Saudade que agora canta
E faz vivo o momento passado.
Pego-me sorrindo...
Brincadeira corriqueira
Que enfeitava a vida
Tempo que nunca apaga...
Olho a estrada percorrida
Lembrança das minhas lembranças
A musica na surpresa
Faz-me voltar...
Guardado dos meus guardados
Arquivo de vida...
Observando o momento
Faço um descobrimento
Unindo pontos distantes.
A lembrança que visita
Traça uma linha sem fim...
Na brincadeira que alegrava
Uma presença não faltava
E agora fui descobrir
Que o menino que desenhava
Enquanto a musica tocava
Tinha traços que reconheço
Estava no meu avêsso
A eterna lembrança.
O menino hoje
Desperto no arquivo
E sempre presente no caminho
Morava todo o tempo
Em mim...
Agora sei:
Menino... menino
És tu.