sábado, 25 de dezembro de 2010

NEPENTE

Donna Boris


Taças vazias a dizer-me:
O que em mim vais colocar?
Olho o brilho do cristal
Na transparência... um desejo.
Pego a bandeja
Coloco salvas de prata
E as taças questionadoras.
Tem que ter requinte
Para o importante brinde.
Busco meu melhor sorriso
Feriado... o que fazer?
Convido-te a brindar com Nepente
A alegria de viver...
Tim tim!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PONTE


Donna Boris


A estrada é diferente
No teu regresso do horizonte.
O que te ladeia
Não te limita
Vieste sabendo ver.
Paras na velocidade,
Transcende os pensamentos
Surpreender já não te surpreende
Virou costumeira a emoção.
E quando imaginam
Que o “nada” olhas
Estás a encontrar respostas
Às próprias indagações.
Caminhas no regresso do horizonte...
Em cada passo algo adormece,
Pura defesa da evolução.
A lembrança fica guardada
Aparecerá no momento preciso
Que fizer sentido
A resposta buscada.
No tempo breve
Que parece longo ser,
Voltar para casa
O inconsciente pede...
Na saudade que vez por outra aparece
A conversar com o silencio e o sozinho.
E a “ponte” que liga
Os “mundos” que poucos conhecem,
A luz estará
Esperando o teu caminhar
Para além do horizonte
Rumo à estrela
Da qual vieste.

PEDIDO DE NATAL


Donna Boris


Pisca a neve no pinheiro.
O boneco de chapéu esquece
A meia com o pedido,
Não sabe onde colocou.
Correntes de luzes brilham
Para sinalizar a estrela...
Guia os pedidos nas cartas
Presentes que vão depositar.
Papel com enfeite bonito
Tudo é branco e dourado
Verde, vermelho e prata,
Luz e Paz.
Mãos que se encontram
Abraços que calam saudades
Tudo é novo, mesmo tendo idade...
Luzes piscam no pinheiro
O boneco de neve sorri.
Presentes sob a arvore
Brilham pelas luzes.
É quase perfeição...
O boneco de neve não usa meias!
A lareira em foto
Ou formação ilusória
Como é bela a história
Que guarda o Natal.
Faço um pedido ou refaço
Na sintonia do momento...
Plante em cada coração
Paz, amor, fé e perdão
Para todos os dias do ano
Ter o brilho do Natal.