sábado, 9 de janeiro de 2010

TENHO SAUDADES


Donna Boris


Tenho saudades
dos risos,
dos momentos felizes,
do até pensar o bem pensado!
Tenho saudades
do andar sem receios,
do falar
sem nem saber quem era a pessoa.
Tenho saudades
das coisas boas que vi e vivi...
E não faz tanto tempo assim
para tanto ter mudado.
É...
Eu tenho saudades das pessoas
que viviam comigo nesse tempo...
De todas...
Todas as pessoas...

FEITA DE PAPEL E TINTA

Donna Boris




Reservo-me hoje...
Nem o espelho me viu!
Para muitos... sou imagem
Em lembranças...
Mas não fui
Ainda sou!
Eternizo-me no silencio
Que fala e canta por mim...
Hoje sou papel,
Com um coração que bate
No compasso das palavras...
Falando em idioma de tinta!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NO CORAÇÃO DO PALHAÇO

Donna Boris

Multiplicidade colorida
De quem gosta de fazer sorrir
Sorrindo na própria vida
Que nem sempre é uma verdade alegre.
Mas abraça a missão trazida
De mensageiro da felicidade
Mesmo que momentânea...
Pois que na sua presença
O “mundo mal” fica esquecido...
O adulto vira criança
E a criança vira sorriso.
Envolto em cores o olhar
Quase nunca é contente
O que me faz pensar:
Por que quem inventa
O sorriso em tanta gente...
Tem sempre tristeza no olhar?
Como seria bom entender
O que se passa
No coração do palhaço...


CÓSMICA

Donna Boris

Partículas que voam
Em cores diversas
Num vai e vem sem parar.
Partículas que brilham
Algumas gotejam e refletem o brilhar.
Têm calor, força e energia
Que são percebidas no passar...
Mão e contra mão
Nas estradas universais...
Às vezes se esbarram
Fazendo poeira circular.
Mas o positivo sobre sai
No caminhar que persiste...
Encontros sempre existirão
Esbarros e partidas também...
E, se partículas somos
Universos no universo,
Que sejamos então:
Partículas de luz
Que alimentam a serenidade
A sabedoria e a esperança...
Para termos um universo
Cada vez
Com mais Paz.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

ENAMORAR-SE


Donna Boris

No acaso olhares se encontram
Da surpresa corações disparam
E um sorriso sem jeito surge...
O não marcado momento acende uma esperança:
Será o amor do meu amor?
E o caminhar juntos começa.
Dá alegria o viçoso brilho...
Promessas nascem:
Do amanhã no sempre viver
E para eternidade existir.
Mas, o sempre se constrói no presente...
No cuidar, para nunca morrer...
Fechando os olhos melhor se vê o sentimento
É em braile que se lê o amado ser...
E se a mim concede um lembrete
Para de mãos dadas sempre caminhar:
Não deixe a rotina tomar conta do teu cotidiano!
Desperte com uma promessa em mente
De sempre a pessoa amada... Namorar.

“OBRAS PRIMAS”


Donna Boris

Por vezes rabisco
algumas letras formando palavras,
Vou construindo frases
e dizendo o que sinto.
Estes rabiscos chegam
a ser mesmo as minhas “Obras Primas”,
Se é que algum dia as fiz.
“Obras primas”...
Deixe-me rir ao pronunciar essas palavras.
“Obras Primas”...
São como são... filhas de um amor,
De um pensamento... de um sofrer
Não raro... filhas de uma alegria.
E assim... Vou escrevendo
Verso após verso... estrofe após estrofe...
Poema após poema.
No acúmulo de tudo isso... eu vou compondo
Uma alma que continua crescendo...
Até já perdi as proporções...
Se é que existe escala.
E... Ainda por vezes rabisco palavras
Que não formam pensamento algum.
Essas palavras
São pensadas em momento nenhum e,
Teimosa... coloco-as no papel.
Quem sabe não são minhas “Obras Primas”?...
Filhas de uma mente que até ensina...
E se confundiu por amar?

ANJO DOS SONHOS


Donna Boris

Não toco lira nem tenho asas.
Cachinhos no cabelo? Também não...
Nem venho das alturas.
Mas sou criança, não quis crescer...
Tornei-me, um anjo dos sonhos,
Dos meus sonhos...
Vou ser eternamente assim...
Pela quantidade de estrelas que vejo
É que conto a minha esperança
E como elas sempre são numerosas
Minha esperança jamais irá diminuir.
Como não quero crescer, serei sempre jovem...
O meu amor será sempre o primeiro namorado...
E todos os dias, serão sempre o primeiro...
O olhar será sempre o primeiro...
O beijo será sempre o primeiro...
O abraço será sempre o primeiro...
E como tudo é primeiro
Seremos eternos...
Ao chegarmos à presença do Criador
Uma surpresa: Estamos errados?
Não... essa é a maneira certa de se eternizar o sentimento
Primeiro, sem lembranças nem comparações.
Assim é que se vive o SEMPRE...

PENSAMENTO... AINDA NÃO ACABADO!


Donna Boris

Olha! É tão bela a luz que vejo entre as folhas,
Que solto, o meu pensamento cria asas...
E, lá se vai ele... voando
Como um pássaro sem medo,
Em busca do desconhecido.
E deixo-o ir... Vai...
O céu é lindo, a brisa seguiu-o
Como a cantar uma canção que já parecia esquecida.
Qual nada! Ela ainda faz grande sucesso
Para quem sabe alçar vôo na busca do imenso infinito:
TUDO.
Complemento perfeito para onde vai esse pensamento voando.
E passa... Vê gente triste, que diz que o mundo o esqueceu.
O pensamento lembra:...
Esquecer de si é esquecer o porquê está aqui.
Não buscar o verdadeiro sentido da existência.
Vida... é sempre dar vivas à luz divina da criação.
É gostar de sorrir pelo simples fato de
Poder andar descalço na areia, sem deixar marcas.
Ser leve, não guardar coisas que possam deteriorar o espírito...
Aí, nem sei o que funciona como restaurador.
Sei que a fé cura, mas acho bem melhor, não adoecer.
E lá vai ele, o pensamento, voando um pouco mais...
Vê crianças brincando... Pára um pouco a observar...
Inquieto, alegria, falar alto,
Mãos que se buscam
Sem preocupações de interpretações duvidosas.
O pensamento sorrir...
Bem que as pessoas poderiam nunca deixar dormir,
A criança que tem dentro de si.
Seria tão bom... Bom!
Não se sentiriam cansados com o dia a dia,
A tristeza nunca faria visitas.
As mãos... Estas,
Continuariam tendo o seu principal papel...
Transmitir no toque, o que sente a alma.
O falar alto? Não esqueci.
Passaria apenas por um aprendizado.
É sabido que, quanto mais alto se fala,
Mais vazio é o espírito.
Então o adulto dosaria sempre o tom do falar.
A felicidade andaria mais feliz,
Se os adultos fossem assim...
Deixe-me ir um pouco mais além...
E, o pensamento... Voou...

MINHA PEQUENINA CÉLULA


Donna Boris

Guardada, de forma quase imperceptível, lá está ela.
Escondida no interior mais profundo da alma.
Nunca se apresentou a ninguém,
Não se conhece o seu verdadeiro formato,
Nem mesmo a sua composição.
Sabe-se apenas que ela existe.
Quando necessário, lá está ela...
Silenciosa de energia positiva e
Calor suave no interior do seu núcleo.
A genética também é desconhecida.
Do se saber na composição, é o que a faz tão especial.
Minúscula, imperceptível aos olhos, mas não aos sentimentos.
E revelar-se por vezes seria quase óbito.
Por que é tão difícil entender as coisas que
Fogem ao costume visual dos seres humanos?
As ostras transformam os ferimentos em pérolas,
Presenteia-nos de forma bela o que gerou da sua dor.
A lagarta encasula-se para colorir a vida
Com a bela borboleta em que se transforma.
Vemos metamorfoses há todos os instantes na natureza.
Transformações sempre positivas,
Somadoras de beleza a serem admiradas.
Fica a pergunta:
Por que não aprender?
Deixe a minha pequenina célula guardada.
Ainda não é hora... para ela aparecer!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

SIGO...

Donna Boris


Liricamente... me ponho e me exponho
Em versos que nem sempre se perdem...
Minha alma é caminheira e meu espírito é leve
Ser e pessoa que sabe SER... e o mundo!?
Abrigo-me no silencio e emudeço e meu falar...
Se palavras ditas... não se fazem entender...
Nasci com um problema... o de saber ver
Ter sentimentos e capacidade infinita de amar.
Mas não passei no controle de qualidade...
Nos chamados valores e valores sem ser,
Dos não sábios julgadores...
Mas não vou mudar... a mim já prometi...
O meu lapidador o mundo inteiro fez...
Se o meu passo agora é lento...aprendo um por vez
Jamais deixará de ser firme o meu pisar
E na certeza de que a palavra tem poder
Sigo sendo poetisa...
E continuo a escrever!

SINFONIA INACABADA...

Donna Boris


Mestra... aluna... aprendiz...
Uma vida que contem outras tantas vidas
Em pauta que não se confunde...
Sei que é musical!
Apenas encontra-se em compasso alterado...
Binário seria... Ternário se fez...
A clave está sem identificação...
Se Fá... Dó... ou Sol... a aula faltei...
Sei a teoria, mas me perco no tom...
E solfejo desafinado...
Notas se misturam em linha e espaço
E minha melodia não tem ainda um final.
No espaço-vida,
a minha sinfonia encontra-se inacabada...
Aprendiz... aluna... mestra... Falta-me maestria...
Enquanto vejo as notas voando em belo colorido,
Busco o tom certo para que tudo faça sentido.
E quando pronta estiver... Sei e será
Harmoniosa... de sonoridade perfeita
Pois só assim...
darei como acabada a minha sinfonia
Em semibreve... AZUL