sábado, 30 de janeiro de 2010

VOA PENSAMENTO

Donna Boris

Voa pensamento meu, voa!
Deixe que a doce lembrança viva...
Voa pensamento meu...
Acalma esse coração que insiste
Em esperar um grande amor.
Voa pensamento, mas não se perde.
Tens tanto o que aprender e ensinar.
Por que tua busca é incansável?
Nem eu sei responder...
Voa meu caminheiro e
Se pousada encontrar, vem buscar-me.
Quero um lugar aconchegante,
Onde possa ser um amor amigo,
Uma amiga amante.
Vai pensamento, voa a garimpar,
Se o que quero não morreu então,
Perdeu-se, e eu não sei onde está.
Voa pensamento peregrino,
Com tino e sem destino teimoso a procurar.
Se desistires perece, pois a esperança em ser,
É o que te faz alegre
O que te faz viver.
Voa pensamento meu,
Voa... voa... VOOAAA!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

INCÓGNITA


Donna Boris

No brincar com o invisível amigo
Em diálogos que só a si fez escutar...
Do cantar em idioma desconhecido
A musica, que a ninguém fez entender...
Por amar colinas e montanhas isoladas,
Árvores solitárias e ser chamada de:
“Espírito da floresta”...
Por ter o coração sempre em melodia
E fazer da vida... O nada, comemorar...
Por tudo sempre agradecer...
E por muitos não aceitarem ou entenderem
O estranho ser de um SER...
Apenas dizem que sou... “Incógnita
”!

ESPETÁCULO


Donna Boris

Olhos fixos no vermelho da cortina
Esperam... o abrir e começar.
Sentem o movimento que fazem
Os instrumentos, ansiosos,
Querem mostrar o seu canto.
A batuta do maestro já posicionada
Faltando apenas um sinal.
Mas um violino avisa que
Suas cordas estão com problema
E não passa o som ao serem tocadas.
O maestro diz que é não hora...
Avisa que muitos estão esperando.
O violino explica não ser sua a culpa.
Toda a orquestra se volta para o violino
Que quase desfalece na pressão do olhar.
Um convidado faz valer a sua participação.
Em ritmo milenar convida
O violino a o acompanhar...
Tum tum... Tum tum... Tum tum
E nas cordas, corre o sangue...
Volta à vida...
As cortinas se abrem...
O espetáculo começa...
O show não pode parar!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SONHADORA

Donna Boris

Gosto de abrigar-me ao silencio da noite...
De ouvir as canções do vento
De adoçar os pensamentos ao nascer do sol...
E não me digas que o sol não tem açúcar...
Que o vento não canta...
E que o silencio não cobertor...
Depois de tudo queres rir de mim?
Pois saibas que sei o que é belo
E quanto pode ser feliz... Um sonhador!

ENCONTRO


Donna Boris

A esperança olhou-me!
A felicidade abriu a porta, quase saiu...
O vazio pensou entrar em minha alma
Por querer preencher um vácuo.
Aí... bem aí...
A esperança chamou-me
A felicidade encontrou-se
E o vazio tão cheio não flutua mais...
A busca para.
O inesperado chega...
Embora meio amarelo
O sorriso toma conta do meu rosto
E... sorri...
A felicidade amenizadora
    Ainda mora dentro de
mim.m.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BEM TE VI

Donna Boris

Hoje, meu bem-te-vi perguntou,
Como em todas as manhãs: Viu?
O que vi não respondi.
Ele insistiu: Viu?
Queria dizer que vi
Mas não vi...
E ele continuou: Viu?
Teimoso bem-te-vi!
Acordei tão tarde
Que nem vi, meu bem-te-vi.
E ele triste me criticou:
VIIIUUU!

APELO Á “BOBAGEM”

Donna Boris


A “Besteira” disse à “Bobeira” que
Naquele dia, era aniversário do “Bobo da Corte”.
Perguntaram-se mutuamente:
Que presente levará para ele?
O silêncio foi quase ensurdecedor.
O que poderiam dar de presente a uma pessoa
Tão cheia de disparate?
Interrogaram-se, interrogaram-se
Sem conclusão alguma...
Meio a esse desespero,
Não perceberam que um pequeno homem
De longas barbas branquinhas,
Acabava de chegar e...
Observando o que acontecia,
Não tardou em apresentar a sua opinião
Que não foi nem de longe compreendida.
O que se dar de presente a um “Bobo da Corte”?
O que poderia deixar esse estranho ser feliz?
O pequeno homem não se contendo,
Disse-lhes então:
A um bobo dei-lhe bobagens,
Como uma velha piada que ninguém mais ri dela,
Uma ultrapassada fantasia de palhaço
Ou quem sabe... ele não gostaria mesmo
Era de ganhar um coro de risadas
Com infinita alegria por se saber existir
E entre amigos também poder sorrir?
A “Bobagem” e a “Besteira” entenderam então:
Amigos ao fazerem aniversário,
Só querem uma coisa:
Estar com os verdadeiros amigos
E verem o passar de mais um ano de existência.
Assim... não mais
Bobagem, Besteira ou Bobo da Corte
Simplesmente:
TRIO DA ALEGRIA.