sábado, 24 de dezembro de 2011

POEMA AO NATAL

Donna Boris

Outra vez você chegou...
O tempo parece nem ter caminhado
As pessoas, agitadas no “consumo” da Paz
Festa de trocar presentes...
Festa de confraternização
Todos lembram o que
Por todo ano... quase esqueceram.
É Sr Natal... em teu nome
Os homens falam no amor
Falam de fé e de esperança...
Eu... vou fazer-te um pedido:
Na ceia... o amor seja o alimento
A veste nova... tenha sim
A cor da esperança
E que a casa... seja construída
E decorada de fé.
Assim... Sr Natal
Não será a data
Uma comercialização do sentimento
E sim a fraternidade
Falando em idioma universal.
E Feliz... de verdade seja
Feliz Natal!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

POETA

Donna Boris


Nas mãos
Um carinho, um aceno, um verso.
Um pensamento que toma forma
Nem sempre simples
Mas... transparente.
Nasce com timidez viva
Reflexo do espírito,
Ainda que a negue
Revela no escrever.
Na fala muda, das palavras,
Diálogos interiores...
Julgados, amados
Respeitados desde o inicio
Considerados pensadores.
A evolução em “retrocesso”
Adjetivos pejorativos
Na falta de informação
São dirigidos.
Encantados... encantadores!
Não tem como negar...
É equilíbrio da existência
E nenhuma ciência explica
O dom do Criador.
Acalanto, acalento
Da lagrima a alegria
Do silencio a canção.
Amar e amar
O infinito flutuante
Consolidado em poesia.
Que brilho a vida teria
Sem o sonho que matiza
O vôo da realidade
Só descrita pelo Poeta?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PIPOCAS SÃO FLORES

Donna Boris


Na pracinha, Clara brincava
Sorria com outras crianças
Corria, cantava...
Clara é sempre contentamento.
Na idade da observação aguçada
Nada passa... despercebido
Aos seus, cinco, mágicos anos.
No meio da brincadeira
Ela para... fica com olhar fixo
No ponto da sua atenção
O pipoqueiro...
Mas não pediu pipocas
Às vezes batia palmas.
Foi caminhando devagarzinho
Bem perto dele... parou
E a pergunta veio em seguida
Por que o senhor é pipoqueiro?
Porque vendo pipocas... respondeu o Sr.
Não poderia ser florista?
Com a paciência dos seres
Que já acumulam anos vividos
Disse carinhosamente:
Eu não vendo flores...
A irreverente Clara
Com as duas mãos na cintura
Falou com a sapiência infantil:
Vende sim
E todas branquinhas
São flores do milho
Eu vi o Sr fazer...
Elas estouram de alegria
Ficando fora da casquinha.
E olhou para o carrinho
Cheio de pipocas...
São flores ou não são?
Encantado e sem solução
O pipoqueiro concordou...
São flores minha criança
Estás com toda razão...
Clara ganhou pipocas de presente
Retribuiu com um belo sorriso
Agradeceu
E voltou à brincadeira
Até a próxima observação...
“Crianças... nada se compara a elas!”

MEU PRIMEIRO AMOR

Donna Boris

Amor a primeira vista
Existe!
Ainda lembro o momento que o vi
Meus olhos brilharam.
Quando percebi o seu
Criar, fazer e desfazer
Ali me apaixonei!
Ao descobrir que o seu bailado
Podia ser colorido
Deslumbrei!
E todo o seu trajeto feito
Silenciosamente...
Respeitado a minha vontade
Sempre me deixou
Livre...
O que viria ser um som
A harmonia na produção
Dependeria só de mim...
Quanta sabedoria!
Do pensamento... a música
Como aprender e crescer sem ele?
Meu primeiro amor
Surgia para me acompanhar
Por toda a vida...
Uma lição que nunca esqueci:
A humildade.
Se traçado errado for
Para, se deixa apagar
E volta a refazer de forma correta
Com o mesmo brilho.
Quanto mais ensina
Menor fica
Doando parte de si.
Na estatura final
Não perde a beleza do nascimento.
Alguns são guardados com histórias lindas
E que lição toda criança tem nas mãos...
Só precisa ser orientada
E valorizar esse “primeiro amor”.
Bendito seja... O Lápis!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PRECE

Donna Boris

 
Hoje despertei lembrando
O filho que tanto amou a natureza
E entendia a linguagem
Dos anjos especiais
Que chamam de animais...
Seres que no silencio
Falam, na forma do olhar...
E cantos que colorem a vida
Elevando-nos aos céus, pela beleza.
Tão perfeita é a criação...
Se um dia... homens vazios
Parassem por um instante
A observar tais criaturas
Desarmados de ressentimentos
Veriam quão sábios... são.
Cantam agradecendo a vida
A liberdade do viver
São semeadores naturais
Conservando a beleza da natureza.
Cada um tem sua particularidade
Que se aprendida pelos falantes humanos
Melhores seres... com certeza seriam.
Eles não acumulam tesouros materiais
Nem transportam bagagens.
Estão sempre completos
No que precisam ter
Nascem sabendo ser
E que beleza... são.
Deus... pouco peço
Pois me dais o que mereço
Sempre que acordo, agradeço...
O que repito antes de dormir.
Mas hoje... atende a minha prece
Que a humanidade
Encontre o caminho da Paz
Saiba viver na fé
Cultive o amor sem preconceitos
Pratique o respeito
E... Salve os animais.
Muito obrigada... Amém.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EM MIM


Donna Boris


Há musica na lembrança
Saudade que agora canta
E faz vivo o momento passado.
Pego-me sorrindo...
Brincadeira corriqueira
Que enfeitava a vida
Tempo que nunca apaga...
Olho a estrada percorrida
Lembrança das minhas lembranças
A musica na surpresa
Faz-me voltar...
Guardado dos meus guardados
Arquivo de vida...
Observando o momento
Faço um descobrimento
Unindo pontos distantes.
A lembrança que visita
Traça uma linha sem fim...
Na brincadeira que alegrava
Uma presença não faltava
E agora fui descobrir
Que o menino que desenhava
Enquanto a musica tocava
Tinha traços que reconheço
Estava no meu avêsso
A eterna lembrança.
O menino hoje
Desperto no arquivo
E sempre presente no caminho
Morava todo o tempo
Em mim...
Agora sei:
Menino... menino
És tu.

domingo, 25 de setembro de 2011

AO QUE É BELO

Donna Boris.


Descobri a beleza que havia no meu vazio.
Analisando e pesquisando o que ali continha,
Encontrei-me sorrindo...
Nunca vi um vazio tão cheio...
É tanto o que ele compondo um
Maravilhoso nada guarda que,
Fitando esse vazio, me completo.
A minha linda visão da arte
No incolor e abstrato painel retrata...
O infinito do vazio na mais completa realidade.
Sábio vazio... que de tão mago
Não se permite encher.
Acho que ele tem mesmo é receio...
É... encher... enche...
Assim sendo, deixe esse meu vazio sozinho
E, pintando os seus painéis,
Usando gotas de água transparentes
Só tingidas pelos raios do sol.

domingo, 4 de setembro de 2011

INESPERADO DESPERTAR

Donna Boris


Colocou a mão no meu ombro.. lentamente
Para que não acordasse no susto.
E foi dizendo-me:
Desperta
Precisas fazer planos para o futuro!
Escutei as palavras que pareciam ser orientadoras
Mas... não eram.
Ainda com sono
Fui falando baixinho:
O dia só acaba de despertar
O sol ainda nem brilha por inteiro
E já me pedes para fazer planos... futuros?
Tudo é consequencia de atitudes, pensamentos
Ações e reações do agora...
Cuido bem do meu tempo
Meu presente... vivo
Pois me foi enviado por um Ser muito Especial.
Minha responsabilidade é com o “hoje”
Tempo real para dizer: Não e Sim
O talvez é dúvida... a insegurança bambeia
Assim vou cuidando dos meus “bonsais existenciais”
Que a cada dia me presenteia
Com uma pequenina flor de alegria
Ou uma nova folha com linhas marcantes.
São 24hs horas que recebo todos os dias
Em bela embalágem a serem vividas
Valorizando cada décimo de segundo.
Futuro? Eu não sei...
Acordaste-me e nem me disseste o teu nome...
Perdeu-se a olhar a claridade convidativa
Que o dia fazia...
Tentou encontra-se no espelho refletido
Mas... só uma turva imágem existia
Eu... continuava esperando ouvir o seu nome.
Depois de longo silencio
Desolado... ele falou:
Chamo-me: Amanhã!
E eu disse:
Conversaremos quando chegares...
Levantei sorrrindo
Dei a mão ao presente dia
E... saímos a viver.



sábado, 23 de julho de 2011

TOTAL

Donna Boris


Abrigo-me, em meu favorito lugar
Entendo porque me cabe inteira.
O calor protege-me
E eu, nada mais penso.
Só tua respiração me acalenta...
Entrego-me ao sonho
Minha realidade...
És o vasto do sem limite.
Presa... no livre sentimento
Da divisão na unidade
Sou vida completa.
No pequeno espaço
Guardada em tuas mãos
Meu melhor mundo
Liberto... liberta.

sábado, 16 de julho de 2011

BIOPOEMA

Donna Boris


Não rimava e escrevia
Aos nove anos o meu pensar.
Era comum nessa idade
Criança brincar com bonecas
Eu... preferia os animais.
Com eles dialogava silenciosamente
O que em meus versos
Formava... formando
Estranheza não entendida
Aos que perto de mim... vivam.
Amei cedo a calma
Que me trazia a reflexão
Sem muito perguntar
Respostas encontrar
Da simples observação.
A vida seguiu seu curso
E nele, o meu desenvolvimento.
Cedo, veio o casamento
Cedo, me tornei mãe
Presente divino do ser Criador
Uma vida nas mãos
O maior amor da natureza
Medalha de mulher abençoada
E minha poesia ficou mais colorida
Porque a vida ficou mais viva
E eu mais completa.
Na precocidade crescida
Vim então, entender a infância
Vendo meu filho crescer.
Diploma na mão... trabalho
Caminho sem tempo disponível
A poesia adormeceu...
Meu verso calou...
A responsabilidade dobrou.
O Criador resolveu
Alegrar mais minha vida.
Aos vinte três anos
Um novo presente
Intensificando a Luz na minha estrada
E eu pudesse levar em cada mão
Uma vida... nesse meu passar por aqui.
Da felicidade do momento
Em meio a tanto contentamento
A revelação: por uma fragilidade
Do meu organismo humano
Ali ficaria limitada
A maternidade biológica para mim.
O silencio.... que me trazia entendimento
Não foi diferente, e o pensamento
Na calma encontrou Paz.
Meus filhos saudáveis
Enfeitavam e preenchia
A minha vida do melhor
Que uma mãe pode querer.
Momentos difíceis tive
Seria comum se relatasse
Mas... esse arquivo eu entreguei
Ao esquecimento no caminho.
Segui apenas com as lições aprendida
E que aprendo... pois não parei de crescer.
Hoje... meus meninos, homens são
E já caminham seus próprios caminhos
Pautado no melhor
Que eles podem ser.
Eu os observo... cuidadosa
Para não interferir.. na liberdade
Do aprendizado.
E os meus versos... quando voltaram?
É o que pode estar pensando
Quem agora me lê.
Deus é tão perfeito
Que tornou minha estrada
De formação profissional... difícil.
Por um desses momentos
Que a realização bate
De frente com a felicidade...
Já não me alegrava o que fazia
Quando muitas portas se fecharam...
Deus... na Sua infinita sabedoria
Fez-me lembrar
Onde os meus olhos brilhavam
A cada criação que lia.
Abriu sobre mim uma nuvem azul
Envolveu-me em um abraço
De rosa ternura
E devolveu-me à poesia.

MEU SEMPRE “HOJE”

Donna Boris


Feliz segue
A minha felicidade
Embalada na tua voz
E musicada ao som do teu sorriso.
Alegre segue
A minha alegria...
Por tua existência
Fez-se sacerdócio eminente.
É perene a minha esperança
Que brinca e cresce
Nessa comum caminhada.
Nada dista...
Até a nossa saudade
É perfeita.
Eu, depois de ti
Serei sempre... Nós.

domingo, 15 de maio de 2011

SURPRESA

Donna Boris


Qual diferente pode ser
O sonho que nasce
Do sonho trazido
E ser o amor
Do amor crescente
Evidenciando o caminho
Chamado afeição.
Nas pequenas coisas
Que tornam grande a vida
Escrevendo felicidade
Na cor que mais enfeita
E se lê musicalmente.
Brincando de presente
Depois de vários... trocar
Fui surpreendida!
E num rápido pensar
Que tempo para... eu não tivesse
Saiu num relâmpago
Entre o suspiro e o sorriso
Trouxe-me o mais inacreditável.
Com olhos de “sol nascente”
Emoldurou a Lua e entregou-me
No mais belo dos gestos.

sábado, 7 de maio de 2011

DE MÃE... PARA MÃES

Donna Boris

 
Doçura sublimidade
Encantos em olhos vazantes
Que banham alegria desmedida.
É ave que canta no ninho
E fonte que orvalha mansinho
Beijo que brilha
Mãe... isso traduz.
Em lírio... suavidade
Mãos que aliviam...
Tornando a vida:
Esperança... Luz e Paz.
É lágrima que alimenta a planta
Em venturas e amor profundo
Afugentando dores.
Colho hoje rosa
Para cada mãe
Com carinho e respeito.
Para minha mãe...
Colho uma rosa especial
Com certeza ela a receberá
No reino onde se encontra
Com o jeito que só ela sabia...
Ser do meu jeito.
Obrigada por ensinar-me
A ser forte...
Que o amor é o melhor cultivo
Que pode ter o coração.
Que a felicidade existe
Basta saber agradecer
O presente que é a vida.
Que a Paz é a melodia do silencio
E o coração escuta sorrindo.
Que a Luz é o que os olhos refletem
Quando nos fazemos presentes
E somos mensageiros da fé no Criador.
Guardei todos os aprendizados
Aos meus filhos ensinei...
Mãe... Mãe... Mães.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

APENAS

Donna Boris


Cálido surge
Tímido...
Meu escrever
Pausa...
A cor da noite
Incógnita...
Não confunde
Funde...
E não cala
Canta...
Verso bordo
Linha...
Teço o contexto
Tema...
Seria inseguro
Parar...
Lado a lado
Vida...
Entre horas
Esperança...
E na mente
Sonho...
Liberto no verso
Perpetua...
Meu Eu poeta
Voa...

sábado, 16 de abril de 2011

ESSA É A MINHA ESTRADA

Donna Boris


Depois que acordei
Conheci os cultivados
Sentimentos e mandamentos
Iluminei de fé a minha alma
De Paz o meu caminho...
Nada me faz mudar.
Colori a minha estrada
Perfumei... e
Por ela sempre vou visualizando
Cada momento seguinte
Para que a realização não demore
E a distancia encurte.
Tenho cuidado com os passos
Na fragilidade do caminho
Quanto... menos marcas deixar
Melhor será.
Marcas não servem
Lembranças sim... as boas
Que ficam escritas no
Livro da saudade.
Eu sou caminheira
De uma estrada longa...
Por vezes divido o caminhar
Outras... adoro a companhia
Dos habitantes da natureza.
Uma coisa é certa
A “solidão” nunca me fará companhia.
Ela sabe bem... por quê!?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

BEIJO DE NUVEM

Donna Boris


Suave... dia
Que horas passadas
Na atividade... insistem
Em cansar.
Na maneira que “vestes”
A vida
Faz-me vê-la em roupagem
Especial...
Sinto-me flutuar
No beijo de nuvem...


domingo, 10 de abril de 2011

SEMENTE DE ESTRELA

Donna Boris


Nasci alada...
O arquivo que trouxe
Sempre o torno leve
Para que não pese o meu sonho.
Divido o céu com pássaros
Borboletas... seres que
Sabem voar.
Eu aprendi a usar
As minhas asas.
Hoje vôo longe
Sempre que quero ir
E onde quero ir...
Não existe limite
Na ilimitada capacidade
Do pensamento.
Minha comunicação é plena
Fiz do amor
O meu transmissor
Em ondas de Paz
Guiadas pela energia da Luz.