quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CONVERSANDO COM O ANO VELHO

Donna Boris


Faltando poucas horas para tua partida
Fico a olhar: Que tipo de saudades vais deixar?
É Ano Velho! Não são boas...
Lembra como tu chegaste?
Já foste levando vidas
E deixando marcas impossíveis de apagar.
Todos os meses que por fim teu registro “2010”
Todos... coisas tristes aconteceram.
Enumera-las não vou... seria lembrar com detalhes.
Consequentemente as imagens viriam
E eu silenciaria o pensamento.
Estás partindo... e o Novo Ano
Quase batendo à porta.
Deixa para ele uma carta... um lembrete
Se muito não quiseres escrever.
Diz apenas: Faça tudo diferente!
Fale baixinho que a Paz tem bons ouvidos
Trate a natureza com carinho
As crianças e idosos com ternura
E com melodia suave... cante o amor.
Faça lembrar ao homem
Que deve ser brilhante criatura
Como é o desejo do Pai Criador.
E ao olhar para as mãos
Veja o dom que elas trazem
Aliado a inteligência e um bom pensamento.
Tens a batuta agora 2011
Rege a tua orquestra com sábia maestria.
Que a tão falada valentia
Seja a coragem para fazer o bem...
Eu, vou seguindo na minha viva esperança
De que tudo pode mudar para melhor
Se melhores também quisermos ser.
Que venha Feliz 2011... Bem vindo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ROTEIRO

Donna Boris


Quero um roteiro que passe
Por lugares bonitos
Longe da “civilização”.
Se sou bicho selvagem?
Não sei...
Sou filha da natureza
Com toda convicção.
Amo cheiro de terra molhada
Ler suas “escritas” nos pés.
Águas das cachoeiras
E banho de igarapés.
Fruta que “sorri” na arvore
Colorida e iluminada.
O sol morna o entardecer...
A brisa em conversa com o vento
Mistura perfumes naturais
Dando característica
A hora sempre marcada.
Quero um roteiro sem “teiró”
Só luz...
Lindo seria
Ter nele a companhia
De alguém de onde “vim”...

sábado, 25 de dezembro de 2010

NEPENTE

Donna Boris


Taças vazias a dizer-me:
O que em mim vais colocar?
Olho o brilho do cristal
Na transparência... um desejo.
Pego a bandeja
Coloco salvas de prata
E as taças questionadoras.
Tem que ter requinte
Para o importante brinde.
Busco meu melhor sorriso
Feriado... o que fazer?
Convido-te a brindar com Nepente
A alegria de viver...
Tim tim!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PONTE


Donna Boris


A estrada é diferente
No teu regresso do horizonte.
O que te ladeia
Não te limita
Vieste sabendo ver.
Paras na velocidade,
Transcende os pensamentos
Surpreender já não te surpreende
Virou costumeira a emoção.
E quando imaginam
Que o “nada” olhas
Estás a encontrar respostas
Às próprias indagações.
Caminhas no regresso do horizonte...
Em cada passo algo adormece,
Pura defesa da evolução.
A lembrança fica guardada
Aparecerá no momento preciso
Que fizer sentido
A resposta buscada.
No tempo breve
Que parece longo ser,
Voltar para casa
O inconsciente pede...
Na saudade que vez por outra aparece
A conversar com o silencio e o sozinho.
E a “ponte” que liga
Os “mundos” que poucos conhecem,
A luz estará
Esperando o teu caminhar
Para além do horizonte
Rumo à estrela
Da qual vieste.

PEDIDO DE NATAL


Donna Boris


Pisca a neve no pinheiro.
O boneco de chapéu esquece
A meia com o pedido,
Não sabe onde colocou.
Correntes de luzes brilham
Para sinalizar a estrela...
Guia os pedidos nas cartas
Presentes que vão depositar.
Papel com enfeite bonito
Tudo é branco e dourado
Verde, vermelho e prata,
Luz e Paz.
Mãos que se encontram
Abraços que calam saudades
Tudo é novo, mesmo tendo idade...
Luzes piscam no pinheiro
O boneco de neve sorri.
Presentes sob a arvore
Brilham pelas luzes.
É quase perfeição...
O boneco de neve não usa meias!
A lareira em foto
Ou formação ilusória
Como é bela a história
Que guarda o Natal.
Faço um pedido ou refaço
Na sintonia do momento...
Plante em cada coração
Paz, amor, fé e perdão
Para todos os dias do ano
Ter o brilho do Natal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ARANHA


Donna Boris


De olhos fechados vagava
Pausadamente na mente.
Um momento desses
Que precisamos ficar só
E conversar com o próprio eu.
Com o pé colocado sob a mesa
Em posição costumeira
Descansado na prateleira
Junto ao transformador.
Susto me remete a realidade
Apenas uma agulhada
Cãibra pensei...
Há tempo ali estava.
Logo se formou um ponto
E vermelho foi ficando
A dor, aumentado...
À noite a revelação:
“Picada de aranha”
Surpresa: Venenosa?
E a confirmação.
Na busca por encontrá-la
Para certeza ter da espécie,
Vasculhou-se meu cantinho
E lá estava ela...
“Aranha marrom”
Assim é popularmente conhecida
E tem uma cor tão bonita
Que até parece amistosa.
Nada, apenas uma “máscara”
A esconder o que “esconde”.
Momentos seguintes e
Horas, mais dois dias,
Esses, não vou contar.
Somam-se ao meu
“Aprendizado pessoal”
Não existe acaso...
Ainda estou em repouso
O pé voltará lentamente a sua função.
O médico disse que é natural
A estranha coloração que tem a pele.
A dor diminuiu, ainda não sumiu.
É mesmo teste de paciência e fé.
Nasci guerreira, sabe bem o meu Criador.
E não vou decepcioná-lo...
Terei boa nota e mais esse aprendizado
Somado na caminhada da vida.
Pude ver uma coisa muito bonita
Em quantos corações
Eu moro de verdade.
Obrigada aranha...
Talvez eu estivesse caminhando
Rápido demais...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRAMATICAL

Donna Boris


Avizinha-se do “conto”
O “poema” que já escrevi.
Encantos poéticos
De diferentes definições.
O “conto” relata história
E ainda não tem final.
O “poema” segue o tema
No verso conclusivo.
Fez sentido o não sentido
Do “conto” que caminha lento
No pensamento criador.
Não faltam palavras
No rumo dos períodos
O sujeito é que fugiu.
De claro passou a oculto
Hoje, indeterminado na oração.
No rumo que segue
Pobre “conto” de adjetivos
Eram tão bonitos os “qualificativos”
Que o “poema” guardou.
Na duvida do sujeito correspondente
Segue lento o “conto”
Para erro não cometer
Identificando o sujeito:
Inexistente!



MADRUGADA

Donna Boris


Cala madrugada!
Falas tão alto que o sono
Não quer chagar.
Até o pensamento adormecido
Despertou...
Olha-me, com cara sonolenta,
“E agora?” vem escrito no seu olhar.
Cala madrugada!
A lua já vai alta no caminho
Quase tudo é silencio.
Eu, me abismo
No pensamento questionador
E tu madrugada
Não queres calar...
O pensamento? Não digo...
Fica só comigo... guardado no meu “EU”.
Sei que és boa ouvinte
E não contas o que costumas escutar.
É que segredo
Para ser bem guardado
Tem que ficar em um só pensamento.
Pois quando passa o vento
Ele leva, deixando o segredo
De segredo ser.
Obrigada por querer me ouvir...
Cala madrugada
Deixe-me dormir...

ESTRADA NOVA

Donna Boris


Desbravo uma estrada nova
No meu renascer constante.
Viro mais uma pagina da vida
Começo a escrever um novo livro.
Fechei de forma bonita
O que concluí.
Guardei as boas lembranças...
Escolhi a cor da capa
Guardei...
Agora olho...
Ainda são sementes
Cabe a mim cuidar
Para que bonitas e saudáveis
Cresçam...
Estrada nova!
O meu vestir
Só a mim cabe escolher.
Certo é que terá
Cores calmas
Que refletem a luz.
No meu caminhar
Sempre tenho boas companhias
Esperança e paz.
Estou indo por uma
Estrada nova...

RIQUEZAS


Donna Boris


Negar aos que a vida já nega
Amor proteção carinho
Olhar e não vê o que tão perto está
Recolher a mão e esconder-se
O:... Não sou responsável... não sei
Faz-me triste... não posso calar.
O que custa uma palavra de carinho
Um afago com ternura
Um sorriso que seja real
Um olhar que venha do coração
Tais riquezas possuímos... possuímos?
Há sim... no ser humano
que não esqueceu de humano... ser.
Não negociou o seu tesouro espiritual
É... as festas se aproximam...
Enchem as cidades de “luz”
Sorrisos em muitos
Tristezas em tantos
Por que escolher datas para ter
Um gesto de solidariedade?
Mostra sentimento temporário?
A vida não sai de férias
Para acontecer nas férias...
Ah meu Deus!
Faça Seus filhos entenderem
O tesouro que têm guardado
Riqueza com a qual nascemos
E que só aparece...
Como aparece em muitos
Quando vem chegando o Natal.




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EU VOU POR AÍ...

Donna Boris


Parar não é inteligente...
Sei que vida tem pressa
Minha alma é inquieta
Eu vou por aí!
Tenho sede de momento
Desejo de conhecimento
Fome que não sacia
No “todos os dias”... aprender.
Meu arquivo está abarrotado
De sentimentos presentes
Não carentes... vou por aí!
Na felicidade que comigo vive
Alegria é minha bandeira
A paz... minha companheira
Seja qual for o caminho...
Destino?
Compro o bilhete na andança
Escolho o lugar pelo brilho
Escuto o meu coração.
Ainda há muito que fazer...
Muito que aprender...
Muito que escrever...
Eu?
Eu vou por aí!...




AMOR DE POETAS

Donna Boris


Psiu!
Fale baixinho...
Não me acorde do sonho
Psiu!
Deixa a musica tocar
Todas as notas voarem
Melodiosamente dançantes
A cada estágio do sonho meu...
A noite é perfumada...
No silencio,
As flores desnudam as suas essências,
Refinado o ar
Podemos melhor senti-las...
Não me acorde,
Não me acorde do meu sonho...
No encantamento amadurecido
Lapidados os sentimentos
Vivê-lo é prêmio.
E quando a aurora nos despertar
Faz-me um poema breve
Nele, versos que revelem
As rimas do viver.
Amor entre Poetas,
A vida sorri... muito mais bonito...




sábado, 30 de outubro de 2010

VISTA DA CIDADE BAIXA ( POEMA EM TELA )


Tela: Marcelo Silva
Poema: Donna Boris


Adornada em azul
Contas de barco enfeitam
Expondo antigos casarões
Que histórias guardam no só olhar.
Cidade cheia de encantos
Pontos de encontro com alegria.
No Mercado Modelo
Repentes, “souvenir” e poesia
Comida típica do lugar.
Altivo elevador Lacerda
Une a Salvador que não separa
Quem é... de quem vem,
O lugar e o “visitar”.
Baía da Bahia!
Cidade e tradições
Colorida é sua energia
Pairando no matiz
Pinta o artista... o seu poema em tela.

(Exposição 04.11.2010 Aeroporto de Salvador-BA)


INTERIOR DO SÃO FRANCISCO


Tela: Mercelo Silva
Poema: Donna Boris


No silencio que tece detalhes
Como quem nasceu... filho especial!
Entendia o Criador e a natureza.
Era paz da paz
E vida viva.
Coração com tempo eterno
Semeador do puro amor.
Quem chega encontra luz serena
Calma que acalma
A prece no orar.
Veste a alma de esperança e fé
Poe certeza no caminho
E sentimentos no coração.
Assim é o interior
Da igreja do São Francisco.


(Exposição 04.11.2010 Aeroporto de Salvador- BA) 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CORAGEM PARA SER “AMOR”

Donna Boris

 
Falam... como falam...
Buscam... quanto buscam...
Diferente, não sou!
Falo pouco... e...
Minha busca tornou-se espera,
Na esperança do vir.
Sentimento tão perfeito
Tem que morar em lugar especial
Não no citar do “Eu te Amo”
Sem a verdadeira bravura
E sabedoria do “Amar”.
O Amor é corajoso,
Cuidadoso, leve e livre.
Nasce antes de ser doado.
Dedicado... vive na felicidade
Por ser a causa da felicidade.
É silencioso e presente
Por ser composto de luz.
Não precisa gritar sua existência
A paz faz o entendimento das almas.
A “vida material” passa
Mas o AMOR tem coragem de ir
Muito mais... Além!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SORRISOS INTERNOS

Donna Boris


São letras que de uma mão deslizam
E vão formando palavras.
São pensamentos que surgem na mente
E vão construindo um mundo sozinho.
São sorrisos significativos ofertados
E vão expondo uma alegria interior.
É amor dado a quem não sabe
E vai compondo o silencio da alma.
Mundo, letras, palavras.
Pensamentos sozinhos...
Sorrisos internos...

ESPAÇO

Donna Boris

Pensar na paz...
É arrumar a casa para
Receber a visita da esperança.
Penso nela, minha boa amiga,
Que ameniza o meu dia.
Vou tentando da melhor maneira
Decorar a mente com coisas positivas.
No andar de baixo, o coração,
Ponho novos arranjos de flores
Mesclando belas cores
No lugar dos já danificados pelo tempo.
Só não vou mexer na estrutura
Gosto da arquitetura tal qual está.
Talvez alguma estatueta alva e brilhante
Possa dar suavidade ao ambiente...
Nada fútil... nada vazio.
Tudo muito cheio de esperança,
Para receber a visita da... ESPERANÇA.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ANÚNCIO

Donna Boris


Busco encontrar
Já faz algum tempo
O verdadeiro AMOR.
Ofereço:
Pensamento... simples
Rosto... igual a muitos
Olhar que brilha... sereno
Abraço que se faz sentido
Escutador que chamam de ouvido e
Garanto, sabe escutar.
Um par de mãos cheias de carinho
Dispostas a dar bem de mansinho
Quem souber delas ganhar.
Na mais rara de todas as relíquias,
Um coração especial...
Por se encontrar em pedacinhos
Peço a um bom artista
Que junte todos com ternura
Fazendo-o outra vez bater
No ritmo do verbo... AMAR!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SINTONIA LILÁS

Donna Boris


Cotidianamente
Visita os meus ouvidos
A tua voz...
Estanha sensação da tua presença.
Memória auditiva que teima em
Fazer-te sempre perto.
Ondulações verbais
Tons que já gravei...
Penso ser capaz de
Adivinhar a direção que olhas
Em cada frase pronunciada.
A respiração entre palavras
Sei... sem ti saber.
Caminhos “descaminhados”
Da nossa saudade.
Amanhã por certo virás
Encher de musica e carinho
O momento protegido
Pela beleza nativa
Da sintonia lilás.