sábado, 22 de outubro de 2011

POETA

Donna Boris


Nas mãos
Um carinho, um aceno, um verso.
Um pensamento que toma forma
Nem sempre simples
Mas... transparente.
Nasce com timidez viva
Reflexo do espírito,
Ainda que a negue
Revela no escrever.
Na fala muda, das palavras,
Diálogos interiores...
Julgados, amados
Respeitados desde o inicio
Considerados pensadores.
A evolução em “retrocesso”
Adjetivos pejorativos
Na falta de informação
São dirigidos.
Encantados... encantadores!
Não tem como negar...
É equilíbrio da existência
E nenhuma ciência explica
O dom do Criador.
Acalanto, acalento
Da lagrima a alegria
Do silencio a canção.
Amar e amar
O infinito flutuante
Consolidado em poesia.
Que brilho a vida teria
Sem o sonho que matiza
O vôo da realidade
Só descrita pelo Poeta?