Donna Boris
Nas mãos
Um carinho, um aceno, um verso.
Um pensamento que toma forma
Nem sempre simples
Mas... transparente.
Nasce com timidez viva
Reflexo do espírito,
Ainda que a negue
Revela no escrever.
Na fala muda, das palavras,
Diálogos interiores...
Julgados, amados
Respeitados desde o inicio
Considerados pensadores.
A evolução em “retrocesso”
Adjetivos pejorativos
Na falta de informação
São dirigidos.
Encantados... encantadores!
Não tem como negar...
É equilíbrio da existência
E nenhuma ciência explica
O dom do Criador.
Acalanto, acalento
Da lagrima a alegria
Do silencio a canção.
Amar e amar
O infinito flutuante
Consolidado em poesia.
Que brilho a vida teria
Sem o sonho que matiza
O vôo da realidade
Só descrita pelo Poeta?

