terça-feira, 23 de novembro de 2010

MADRUGADA

Donna Boris


Cala madrugada!
Falas tão alto que o sono
Não quer chagar.
Até o pensamento adormecido
Despertou...
Olha-me, com cara sonolenta,
“E agora?” vem escrito no seu olhar.
Cala madrugada!
A lua já vai alta no caminho
Quase tudo é silencio.
Eu, me abismo
No pensamento questionador
E tu madrugada
Não queres calar...
O pensamento? Não digo...
Fica só comigo... guardado no meu “EU”.
Sei que és boa ouvinte
E não contas o que costumas escutar.
É que segredo
Para ser bem guardado
Tem que ficar em um só pensamento.
Pois quando passa o vento
Ele leva, deixando o segredo
De segredo ser.
Obrigada por querer me ouvir...
Cala madrugada
Deixe-me dormir...