terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PONTE


Donna Boris


A estrada é diferente
No teu regresso do horizonte.
O que te ladeia
Não te limita
Vieste sabendo ver.
Paras na velocidade,
Transcende os pensamentos
Surpreender já não te surpreende
Virou costumeira a emoção.
E quando imaginam
Que o “nada” olhas
Estás a encontrar respostas
Às próprias indagações.
Caminhas no regresso do horizonte...
Em cada passo algo adormece,
Pura defesa da evolução.
A lembrança fica guardada
Aparecerá no momento preciso
Que fizer sentido
A resposta buscada.
No tempo breve
Que parece longo ser,
Voltar para casa
O inconsciente pede...
Na saudade que vez por outra aparece
A conversar com o silencio e o sozinho.
E a “ponte” que liga
Os “mundos” que poucos conhecem,
A luz estará
Esperando o teu caminhar
Para além do horizonte
Rumo à estrela
Da qual vieste.