quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ESCOLHA

Donna Boris


Muito vi e ouvi na vida.
Mas nada que me surpreendesse tanto
Como há poucos dias escutei.
Será que estou errada em ser como sou?
“...O mundo é dos arrogantes
Dos que só pensam em si mesmo...”
Egoísmo!
Nem quero escrever o mais...
Não doeu... tive pena!
Como deve ser triste
Deitar, sem ver o belo que passou no dia.
Estar sempre esperando o pior.
Enterrar a esperança,
Não ter a companhia da alegria.
Matar o amor.
Que triste!
Não... de mim as pessoas não sorriem
Por eu ser como sou.
Eu fiz a minha escolha: Ser feliz!
E você? Que escolha você fez?

domingo, 31 de janeiro de 2010

DANÇA & POESIA


Donna Boris


Tive que ser severa
E chamar atenção da menina
Que insiste ser ainda bailarina
E nas pontas dos pequenos pés... dançar...
Esquecendo os anos passados
Simples, leve... rodopia.
Veste-se de clara alegria
E nem liga o meu falar.
E enquanto a musica não cala
Enche de passos a sala
Com quase precisa evolução.
Mas do espelho se aproxima
E o sorriso da menina
Para... olha a mulher.
As mãos vão ao rosto suave...
Mira os olhos cheios de esperança
E o cabelo, que pouco mudou a cor.
Confronta o pensamento repreensivo.
Olha mais uma vez para si no espelho
E cantarola versos que mesma fez.
A dança é arte... eu sou poesia!
Não me divido em metades.
Poesia é dança de versos
E a dança o corpo em poesia!

sábado, 30 de janeiro de 2010

VOA PENSAMENTO

Donna Boris

Voa pensamento meu, voa!
Deixe que a doce lembrança viva...
Voa pensamento meu...
Acalma esse coração que insiste
Em esperar um grande amor.
Voa pensamento, mas não se perde.
Tens tanto o que aprender e ensinar.
Por que tua busca é incansável?
Nem eu sei responder...
Voa meu caminheiro e
Se pousada encontrar, vem buscar-me.
Quero um lugar aconchegante,
Onde possa ser um amor amigo,
Uma amiga amante.
Vai pensamento, voa a garimpar,
Se o que quero não morreu então,
Perdeu-se, e eu não sei onde está.
Voa pensamento peregrino,
Com tino e sem destino teimoso a procurar.
Se desistires perece, pois a esperança em ser,
É o que te faz alegre
O que te faz viver.
Voa pensamento meu,
Voa... voa... VOOAAA!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

INCÓGNITA


Donna Boris

No brincar com o invisível amigo
Em diálogos que só a si fez escutar...
Do cantar em idioma desconhecido
A musica, que a ninguém fez entender...
Por amar colinas e montanhas isoladas,
Árvores solitárias e ser chamada de:
“Espírito da floresta”...
Por ter o coração sempre em melodia
E fazer da vida... O nada, comemorar...
Por tudo sempre agradecer...
E por muitos não aceitarem ou entenderem
O estranho ser de um SER...
Apenas dizem que sou... “Incógnita
”!

ESPETÁCULO


Donna Boris

Olhos fixos no vermelho da cortina
Esperam... o abrir e começar.
Sentem o movimento que fazem
Os instrumentos, ansiosos,
Querem mostrar o seu canto.
A batuta do maestro já posicionada
Faltando apenas um sinal.
Mas um violino avisa que
Suas cordas estão com problema
E não passa o som ao serem tocadas.
O maestro diz que é não hora...
Avisa que muitos estão esperando.
O violino explica não ser sua a culpa.
Toda a orquestra se volta para o violino
Que quase desfalece na pressão do olhar.
Um convidado faz valer a sua participação.
Em ritmo milenar convida
O violino a o acompanhar...
Tum tum... Tum tum... Tum tum
E nas cordas, corre o sangue...
Volta à vida...
As cortinas se abrem...
O espetáculo começa...
O show não pode parar!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SONHADORA

Donna Boris

Gosto de abrigar-me ao silencio da noite...
De ouvir as canções do vento
De adoçar os pensamentos ao nascer do sol...
E não me digas que o sol não tem açúcar...
Que o vento não canta...
E que o silencio não cobertor...
Depois de tudo queres rir de mim?
Pois saibas que sei o que é belo
E quanto pode ser feliz... Um sonhador!

ENCONTRO


Donna Boris

A esperança olhou-me!
A felicidade abriu a porta, quase saiu...
O vazio pensou entrar em minha alma
Por querer preencher um vácuo.
Aí... bem aí...
A esperança chamou-me
A felicidade encontrou-se
E o vazio tão cheio não flutua mais...
A busca para.
O inesperado chega...
Embora meio amarelo
O sorriso toma conta do meu rosto
E... sorri...
A felicidade amenizadora
    Ainda mora dentro de
mim.m.