sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GRÃO

Donna Boris


Olhar e ver
Uma questão de sensibilidade.
Grãos, somos todos...
A escolha do Grão
Ou a descoberta
Do que se é...
Aí, mora a diferença.
Grão.. em terra ou
Na Terra... germinar...
Crescer... no brotar
Escolher... qualidade
Fruto... doce
Prolongando o momento
Sabedoria...
Grão... que desperta
Ternura e alegria
A cor do fruto
A essência da alma.
Grão presente
Conseqüência futura...
Grão... que Grão ser?
Tão fácil escolher
Ser... Grão de Amor
Mas... como falta coragem
Aos Grãos na Terra...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

PROMESSA


Donna Boris


Não te prometo o sol
Sou amiga dele.
Nem te prometo a lua
Deixo-a em companhia das estrelas.
Não te prometo as estrelas... não!
Nem o sol... lua ou estrelas...
Só te prometo:
Nunca ofuscar tua Luz.

sábado, 28 de janeiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

POEMA AO NATAL

Donna Boris

Outra vez você chegou...
O tempo parece nem ter caminhado
As pessoas, agitadas no “consumo” da Paz
Festa de trocar presentes...
Festa de confraternização
Todos lembram o que
Por todo ano... quase esqueceram.
É Sr Natal... em teu nome
Os homens falam no amor
Falam de fé e de esperança...
Eu... vou fazer-te um pedido:
Na ceia... o amor seja o alimento
A veste nova... tenha sim
A cor da esperança
E que a casa... seja construída
E decorada de fé.
Assim... Sr Natal
Não será a data
Uma comercialização do sentimento
E sim a fraternidade
Falando em idioma universal.
E Feliz... de verdade seja
Feliz Natal!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

POETA

Donna Boris


Nas mãos
Um carinho, um aceno, um verso.
Um pensamento que toma forma
Nem sempre simples
Mas... transparente.
Nasce com timidez viva
Reflexo do espírito,
Ainda que a negue
Revela no escrever.
Na fala muda, das palavras,
Diálogos interiores...
Julgados, amados
Respeitados desde o inicio
Considerados pensadores.
A evolução em “retrocesso”
Adjetivos pejorativos
Na falta de informação
São dirigidos.
Encantados... encantadores!
Não tem como negar...
É equilíbrio da existência
E nenhuma ciência explica
O dom do Criador.
Acalanto, acalento
Da lagrima a alegria
Do silencio a canção.
Amar e amar
O infinito flutuante
Consolidado em poesia.
Que brilho a vida teria
Sem o sonho que matiza
O vôo da realidade
Só descrita pelo Poeta?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PIPOCAS SÃO FLORES

Donna Boris


Na pracinha, Clara brincava
Sorria com outras crianças
Corria, cantava...
Clara é sempre contentamento.
Na idade da observação aguçada
Nada passa... despercebido
Aos seus, cinco, mágicos anos.
No meio da brincadeira
Ela para... fica com olhar fixo
No ponto da sua atenção
O pipoqueiro...
Mas não pediu pipocas
Às vezes batia palmas.
Foi caminhando devagarzinho
Bem perto dele... parou
E a pergunta veio em seguida
Por que o senhor é pipoqueiro?
Porque vendo pipocas... respondeu o Sr.
Não poderia ser florista?
Com a paciência dos seres
Que já acumulam anos vividos
Disse carinhosamente:
Eu não vendo flores...
A irreverente Clara
Com as duas mãos na cintura
Falou com a sapiência infantil:
Vende sim
E todas branquinhas
São flores do milho
Eu vi o Sr fazer...
Elas estouram de alegria
Ficando fora da casquinha.
E olhou para o carrinho
Cheio de pipocas...
São flores ou não são?
Encantado e sem solução
O pipoqueiro concordou...
São flores minha criança
Estás com toda razão...
Clara ganhou pipocas de presente
Retribuiu com um belo sorriso
Agradeceu
E voltou à brincadeira
Até a próxima observação...
“Crianças... nada se compara a elas!”