terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PEDIDO DE NATAL


Donna Boris


Pisca a neve no pinheiro.
O boneco de chapéu esquece
A meia com o pedido,
Não sabe onde colocou.
Correntes de luzes brilham
Para sinalizar a estrela...
Guia os pedidos nas cartas
Presentes que vão depositar.
Papel com enfeite bonito
Tudo é branco e dourado
Verde, vermelho e prata,
Luz e Paz.
Mãos que se encontram
Abraços que calam saudades
Tudo é novo, mesmo tendo idade...
Luzes piscam no pinheiro
O boneco de neve sorri.
Presentes sob a arvore
Brilham pelas luzes.
É quase perfeição...
O boneco de neve não usa meias!
A lareira em foto
Ou formação ilusória
Como é bela a história
Que guarda o Natal.
Faço um pedido ou refaço
Na sintonia do momento...
Plante em cada coração
Paz, amor, fé e perdão
Para todos os dias do ano
Ter o brilho do Natal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ARANHA


Donna Boris


De olhos fechados vagava
Pausadamente na mente.
Um momento desses
Que precisamos ficar só
E conversar com o próprio eu.
Com o pé colocado sob a mesa
Em posição costumeira
Descansado na prateleira
Junto ao transformador.
Susto me remete a realidade
Apenas uma agulhada
Cãibra pensei...
Há tempo ali estava.
Logo se formou um ponto
E vermelho foi ficando
A dor, aumentado...
À noite a revelação:
“Picada de aranha”
Surpresa: Venenosa?
E a confirmação.
Na busca por encontrá-la
Para certeza ter da espécie,
Vasculhou-se meu cantinho
E lá estava ela...
“Aranha marrom”
Assim é popularmente conhecida
E tem uma cor tão bonita
Que até parece amistosa.
Nada, apenas uma “máscara”
A esconder o que “esconde”.
Momentos seguintes e
Horas, mais dois dias,
Esses, não vou contar.
Somam-se ao meu
“Aprendizado pessoal”
Não existe acaso...
Ainda estou em repouso
O pé voltará lentamente a sua função.
O médico disse que é natural
A estranha coloração que tem a pele.
A dor diminuiu, ainda não sumiu.
É mesmo teste de paciência e fé.
Nasci guerreira, sabe bem o meu Criador.
E não vou decepcioná-lo...
Terei boa nota e mais esse aprendizado
Somado na caminhada da vida.
Pude ver uma coisa muito bonita
Em quantos corações
Eu moro de verdade.
Obrigada aranha...
Talvez eu estivesse caminhando
Rápido demais...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRAMATICAL

Donna Boris


Avizinha-se do “conto”
O “poema” que já escrevi.
Encantos poéticos
De diferentes definições.
O “conto” relata história
E ainda não tem final.
O “poema” segue o tema
No verso conclusivo.
Fez sentido o não sentido
Do “conto” que caminha lento
No pensamento criador.
Não faltam palavras
No rumo dos períodos
O sujeito é que fugiu.
De claro passou a oculto
Hoje, indeterminado na oração.
No rumo que segue
Pobre “conto” de adjetivos
Eram tão bonitos os “qualificativos”
Que o “poema” guardou.
Na duvida do sujeito correspondente
Segue lento o “conto”
Para erro não cometer
Identificando o sujeito:
Inexistente!



MADRUGADA

Donna Boris


Cala madrugada!
Falas tão alto que o sono
Não quer chagar.
Até o pensamento adormecido
Despertou...
Olha-me, com cara sonolenta,
“E agora?” vem escrito no seu olhar.
Cala madrugada!
A lua já vai alta no caminho
Quase tudo é silencio.
Eu, me abismo
No pensamento questionador
E tu madrugada
Não queres calar...
O pensamento? Não digo...
Fica só comigo... guardado no meu “EU”.
Sei que és boa ouvinte
E não contas o que costumas escutar.
É que segredo
Para ser bem guardado
Tem que ficar em um só pensamento.
Pois quando passa o vento
Ele leva, deixando o segredo
De segredo ser.
Obrigada por querer me ouvir...
Cala madrugada
Deixe-me dormir...

ESTRADA NOVA

Donna Boris


Desbravo uma estrada nova
No meu renascer constante.
Viro mais uma pagina da vida
Começo a escrever um novo livro.
Fechei de forma bonita
O que concluí.
Guardei as boas lembranças...
Escolhi a cor da capa
Guardei...
Agora olho...
Ainda são sementes
Cabe a mim cuidar
Para que bonitas e saudáveis
Cresçam...
Estrada nova!
O meu vestir
Só a mim cabe escolher.
Certo é que terá
Cores calmas
Que refletem a luz.
No meu caminhar
Sempre tenho boas companhias
Esperança e paz.
Estou indo por uma
Estrada nova...