sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
ARANHA
Donna Boris
De olhos fechados vagava
Pausadamente na mente.
Um momento desses
Que precisamos ficar só
E conversar com o próprio eu.
Com o pé colocado sob a mesa
Em posição costumeira
Descansado na prateleira
Junto ao transformador.
Susto me remete a realidade
Apenas uma agulhada
Cãibra pensei...
Há tempo ali estava.
Logo se formou um ponto
E vermelho foi ficando
A dor, aumentado...
À noite a revelação:
“Picada de aranha”
Surpresa: Venenosa?
E a confirmação.
Na busca por encontrá-la
Para certeza ter da espécie,
Vasculhou-se meu cantinho
E lá estava ela...
“Aranha marrom”
Assim é popularmente conhecida
E tem uma cor tão bonita
Que até parece amistosa.
Nada, apenas uma “máscara”
A esconder o que “esconde”.
Momentos seguintes e
Horas, mais dois dias,
Esses, não vou contar.
Somam-se ao meu
“Aprendizado pessoal”
Não existe acaso...
Ainda estou em repouso
O pé voltará lentamente a sua função.
O médico disse que é natural
A estranha coloração que tem a pele.
A dor diminuiu, ainda não sumiu.
É mesmo teste de paciência e fé.
Nasci guerreira, sabe bem o meu Criador.
E não vou decepcioná-lo...
Terei boa nota e mais esse aprendizado
Somado na caminhada da vida.
Pude ver uma coisa muito bonita
Em quantos corações
Eu moro de verdade.
Obrigada aranha...
Talvez eu estivesse caminhando
Rápido demais...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
GRAMATICAL
Donna Boris
Avizinha-se do “conto”
O “poema” que já escrevi.
Encantos poéticos
De diferentes definições.
O “conto” relata história
E ainda não tem final.
O “poema” segue o tema
No verso conclusivo.
Fez sentido o não sentido
Do “conto” que caminha lento
No pensamento criador.
Não faltam palavras
No rumo dos períodos
O sujeito é que fugiu.
De claro passou a oculto
Hoje, indeterminado na oração.
No rumo que segue
Pobre “conto” de adjetivos
Eram tão bonitos os “qualificativos”
Que o “poema” guardou.
Na duvida do sujeito correspondente
Segue lento o “conto”
Para erro não cometer
Identificando o sujeito:
Inexistente!
MADRUGADA
Donna Boris
Cala madrugada!
Falas tão alto que o sono
Não quer chagar.
Até o pensamento adormecido
Despertou...
Olha-me, com cara sonolenta,
“E agora?” vem escrito no seu olhar.
Cala madrugada!
A lua já vai alta no caminho
Quase tudo é silencio.
Eu, me abismo
No pensamento questionador
E tu madrugada
Não queres calar...
O pensamento? Não digo...
Fica só comigo... guardado no meu “EU”.
Sei que és boa ouvinte
E não contas o que costumas escutar.
É que segredo
Para ser bem guardado
Tem que ficar em um só pensamento.
Pois quando passa o vento
Ele leva, deixando o segredo
De segredo ser.
Obrigada por querer me ouvir...
Cala madrugada
Deixe-me dormir...
ESTRADA NOVA
Donna Boris
Desbravo uma estrada nova
No meu renascer constante.
Viro mais uma pagina da vida
Começo a escrever um novo livro.
Fechei de forma bonita
O que concluí.
Guardei as boas lembranças...
Escolhi a cor da capa
Guardei...
Agora olho...
Ainda são sementes
Cabe a mim cuidar
Para que bonitas e saudáveis
Cresçam...
Estrada nova!
O meu vestir
Só a mim cabe escolher.
Certo é que terá
Cores calmas
Que refletem a luz.
No meu caminhar
Sempre tenho boas companhias
Esperança e paz.
Estou indo por uma
Estrada nova...
RIQUEZAS
Donna Boris
Negar aos que a vida já nega
Amor proteção carinho
Olhar e não vê o que tão perto está
Recolher a mão e esconder-se
O:... Não sou responsável... não sei
Faz-me triste... não posso calar.
O que custa uma palavra de carinho
Um afago com ternura
Um sorriso que seja real
Um olhar que venha do coração
Tais riquezas possuímos... possuímos?
Há sim... no ser humano
que não esqueceu de humano... ser.
Não negociou o seu tesouro espiritual
É... as festas se aproximam...
Enchem as cidades de “luz”
Sorrisos em muitos
Tristezas em tantos
Por que escolher datas para ter
Um gesto de solidariedade?
Mostra sentimento temporário?
A vida não sai de férias
Para acontecer nas férias...
Ah meu Deus!
Faça Seus filhos entenderem
O tesouro que têm guardado
Riqueza com a qual nascemos
E que só aparece...
Como aparece em muitos
Quando vem chegando o Natal.
Assinar:
Postagens (Atom)







