sábado, 24 de abril de 2010

ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ

Donna Boris



Ontem... tempo que ao passado pertence.

Amanhã... pertence a esperança!

Ontem... recordações.

Amanhã... projetos do acontecer!

Ontem... apago e guardo.

Amanhã... escrevo e sonho!

Ontem... sorri e chorei.

Amanhã... viverei? Talvez!

Ontem... felicidade e saudade.

Amanhã... saudade sim, felicidade não sei!

Hoje... nem ontem nem amanhã...

Hoje... pego o tempo!

Hoje... abraço a esperança!

Hoje... me alegra as recordações...

Hoje... o infinito do presente!

Hoje... é apenas... hoje!


terça-feira, 20 de abril de 2010

UM TEMPO EM MIM


Donna Boris


Surpresa... presente!
Quando o nada já se fazia permanente
Pela porta do tempo você chegou!
Calmo... com ternura no sorriso
No olhar... paz!
Encheu-me de palavras bonitas
E começou a passear nos sonhos meus!
Lindos sonhos... tão cheios de cor e amor...
Onde me acomodei em teus braços
E escondida no teu abraço
Dormi menina... sonhei-me mulher!

“MetAmorFóssil”

Donna Boris

Pelo desuso do sentimento

Estou abraçando uma nova profissão.

Teimosa de nascimento,

Desistir não faz parte do meu eu.

Como gosto da solidificação

Mesmo no que é considerado

Abstrato,

Vou encontrar a rocha

Em que o fóssil

É guardado...

Mapearei “milimetricamente”

Com auxílio da bússola,

Da rosa-dos-ventos

E garimparei cuidadosamente.

Amor fóssil,

Há anos luz buscado...

Fazendo inteiro o espaço

Do coração no vazio.

De autodidata hoje sou graduada

Em “Arqueologia Sentimental”,

Com especialização:

“MetAmorFóssil”.

(O titulo do poema foi criado por meu irmão Hugo)


Hífen

Severo&Donna


Não parece separar.
Não afasta, percebi.
Um traço pode ligar,
palavras que escrevi:

Pode ser “A Flor-Mulher”,
pode ser “Amor-Perfeito”
ou quem sabe, “Bem-me-Quer”,
bem ligadas, deste jeito!

Versos são encantamentos
Dos que vêem a vida
Fluir, na ponta dos dedos...

Por amor a poesia
O hífen se fez:
Dois poetas-um soneto!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“ETÉREA”


Donna Boris


Vou sublimar
Em aroma reluzente
Misturar-me, confundir-me...
Sem toque... só o sentir
Observar a gota
Silenciosa em
afabilidade desmedida,
Fragmentar...
Em tempo,
acolho só um átomo,
tesouro, oculto.
Fecho-o na alma.
Partícula da gota
sobre imaginária pétala,
em relicário, guardada.

MADRIGAL


Donna Boris


A sede de caminhar
Hoje despertou mais forte.
Não quero sapatos nos meus pés
Sentir a terra me faz mais viva.
Soltos ao vento
O meu cabelo brinca com ele,
Enquanto escuto os sonidos
Das risadas...
Leve, não deixo marcar
Onde piso.
O meu olhar vislumbra
Um diamante na folha.
Gota do orvalho,
Lágrima da natureza
Que recolho carinhosamente...
Com ela, faço o sinal da cruz,
E sigo... abençoada pelo Criador.

RETORNO


Donna Boris


Alguém em casa?
Escuto passos
vindo ao meu encontro...
quem será?
Quem me virá abrir a porta
Aconchegar-me em teu abraço
Quem será?
Sinto o perfume que se aproxima
A passada que estranha não é
Por que a demora?
Talvez pensando:
Quem será... que palavras vou dizer?
Ou... a está hora! Quem bate na porta?
Não sou sujeito indeterminado...
Tenho identificação e predicado
Objeto direto que responde: “o que?”
Se demoras muito tempo
O calor esfria
E saudade que fala... cala
O objeto passa a indireto
E a pergunta: “a quem?”