segunda-feira, 19 de abril de 2010

“ETÉREA”


Donna Boris


Vou sublimar
Em aroma reluzente
Misturar-me, confundir-me...
Sem toque... só o sentir
Observar a gota
Silenciosa em
afabilidade desmedida,
Fragmentar...
Em tempo,
acolho só um átomo,
tesouro, oculto.
Fecho-o na alma.
Partícula da gota
sobre imaginária pétala,
em relicário, guardada.