segunda-feira, 19 de abril de 2010

RETORNO


Donna Boris


Alguém em casa?
Escuto passos
vindo ao meu encontro...
quem será?
Quem me virá abrir a porta
Aconchegar-me em teu abraço
Quem será?
Sinto o perfume que se aproxima
A passada que estranha não é
Por que a demora?
Talvez pensando:
Quem será... que palavras vou dizer?
Ou... a está hora! Quem bate na porta?
Não sou sujeito indeterminado...
Tenho identificação e predicado
Objeto direto que responde: “o que?”
Se demoras muito tempo
O calor esfria
E saudade que fala... cala
O objeto passa a indireto
E a pergunta: “a quem?”