terça-feira, 20 de abril de 2010
UM TEMPO EM MIM
Donna Boris
Surpresa... presente!
Quando o nada já se fazia permanente
Pela porta do tempo você chegou!
Calmo... com ternura no sorriso
No olhar... paz!
Encheu-me de palavras bonitas
E começou a passear nos sonhos meus!
Lindos sonhos... tão cheios de cor e amor...
Onde me acomodei em teus braços
E escondida no teu abraço
Dormi menina... sonhei-me mulher!
“MetAmorFóssil”
Donna Boris
Pelo desuso do sentimento
Estou abraçando uma nova profissão.
Teimosa de nascimento,
Desistir não faz parte do meu eu.
Como gosto da solidificação
Mesmo no que é considerado
Abstrato,
Vou encontrar a rocha
Em que o fóssil
É guardado...
Mapearei “milimetricamente”
Com auxílio da bússola,
Da rosa-dos-ventos
E garimparei cuidadosamente.
Amor fóssil,
Há anos luz buscado...
Fazendo inteiro o espaço
Do coração no vazio.
De autodidata hoje sou graduada
Em “Arqueologia Sentimental”,
Com especialização:
“MetAmorFóssil”.
(O titulo do poema foi criado por meu irmão Hugo)
Hífen
Severo&Donna
Não parece separar.
Não afasta, percebi.
Um traço pode ligar,
palavras que escrevi:
Pode ser “A Flor-Mulher”,
pode ser “Amor-Perfeito”
ou quem sabe, “Bem-me-Quer”,
bem ligadas, deste jeito!
Versos são encantamentos
Dos que vêem a vida
Fluir, na ponta dos dedos...
Por amor a poesia
O hífen se fez:
Dois poetas-um soneto!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
“ETÉREA”
Vou sublimar
Em aroma reluzente
Misturar-me, confundir-me...
Sem toque... só o sentir
Observar a gota
Silenciosa em
afabilidade desmedida,
Fragmentar...
Em tempo,
acolho só um átomo,
tesouro, oculto.
Fecho-o na alma.
Partícula da gota
sobre imaginária pétala,
em relicário, guardada.
MADRIGAL
Donna Boris
A sede de caminhar
Hoje despertou mais forte.
Não quero sapatos nos meus pés
Sentir a terra me faz mais viva.
Soltos ao vento
O meu cabelo brinca com ele,
Enquanto escuto os sonidos
Das risadas...
Leve, não deixo marcar
Onde piso.
O meu olhar vislumbra
Um diamante na folha.
Gota do orvalho,
Lágrima da natureza
Que recolho carinhosamente...
Com ela, faço o sinal da cruz,
E sigo... abençoada pelo Criador.
RETORNO
Donna Boris
Alguém em casa?
Escuto passos
vindo ao meu encontro...
quem será?
Quem me virá abrir a porta
Aconchegar-me em teu abraço
Quem será?
Sinto o perfume que se aproxima
A passada que estranha não é
Por que a demora?
Talvez pensando:
Quem será... que palavras vou dizer?
Ou... a está hora! Quem bate na porta?
Não sou sujeito indeterminado...
Tenho identificação e predicado
Objeto direto que responde: “o que?”
Se demoras muito tempo
O calor esfria
E saudade que fala... cala
O objeto passa a indireto
E a pergunta: “a quem?”
MINHA CIDADE 461 ANOS E TÃO ENCANTADA
Donna Boris
Jovem faceira
Ao descer ladeiras
Menina encantada
Em rodas de samba... rodar.
Dança tão leve em pele morena
Branquinha como leite
E negro ônix.
Que importa... se aqui mora a magia
De ter no rosto o sorriso feliz
E felicidade de todos os dias?
Amém minha terrinha adorada...
Quem chega te sabe diferente...
No por do sol, na tua gente...
No calor que contagia de paz e luz.
Há encantos que palavras não descrevem
E sentimento raro só no sentir.
De todos os deuses e deusas és!
Até se fez em dois andares
Como mente e coração
Razão e sentimento
Para aqui ficar e te amar.
Jovem aos 461 anos,
Que muitos vivas e todos mais...
Com o mesmo brilho que brilha em tantos
Com o mesmo encanto a fabricar sonhos
Como a musica no ar que respiras
Em teus pulmões tão musicais...
Obrigada por me deixar aqui nascer!
Por me ensinar a caminhar e entender
Que a verdadeira magia da vida
É ter os braços abertos
A todos receber
Com o mesmo amor e a mesma paz.
Salve salve... Salvador!!!
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