Donna BorisA “Besteira” disse à “Bobeira” que
Naquele dia, era aniversário do “Bobo da Corte”.
Perguntaram-se mutuamente:
Que presente levará para ele?
O silêncio foi quase ensurdecedor.
O que poderiam dar de presente a uma pessoa
Tão cheia de disparate?
Interrogaram-se, interrogaram-se
Sem conclusão alguma...
Meio a esse desespero,
Não perceberam que um pequeno homem
De longas barbas branquinhas,
Acabava de chegar e...
Observando o que acontecia,
Não tardou em apresentar a sua opinião
Que não foi nem de longe compreendida.
O que se dar de presente a um “Bobo da Corte”?
O que poderia deixar esse estranho ser feliz?
O pequeno homem não se contendo,
Disse-lhes então:
A um bobo dei-lhe bobagens,
Como uma velha piada que ninguém mais ri dela,
Uma ultrapassada fantasia de palhaço
Ou quem sabe... ele não gostaria mesmo
Era de ganhar um coro de risadas
Com infinita alegria por se saber existir
E entre amigos também poder sorrir?
A “Bobagem” e a “Besteira” entenderam então:
Amigos ao fazerem aniversário,
Só querem uma coisa:
Estar com os verdadeiros amigos
E verem o passar de mais um ano de existência.
Assim... não mais
Bobagem, Besteira ou Bobo da Corte
Simplesmente:
TRIO DA ALEGRIA.
