quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MINHA PEQUENINA CÉLULA


Donna Boris

Guardada, de forma quase imperceptível, lá está ela.
Escondida no interior mais profundo da alma.
Nunca se apresentou a ninguém,
Não se conhece o seu verdadeiro formato,
Nem mesmo a sua composição.
Sabe-se apenas que ela existe.
Quando necessário, lá está ela...
Silenciosa de energia positiva e
Calor suave no interior do seu núcleo.
A genética também é desconhecida.
Do se saber na composição, é o que a faz tão especial.
Minúscula, imperceptível aos olhos, mas não aos sentimentos.
E revelar-se por vezes seria quase óbito.
Por que é tão difícil entender as coisas que
Fogem ao costume visual dos seres humanos?
As ostras transformam os ferimentos em pérolas,
Presenteia-nos de forma bela o que gerou da sua dor.
A lagarta encasula-se para colorir a vida
Com a bela borboleta em que se transforma.
Vemos metamorfoses há todos os instantes na natureza.
Transformações sempre positivas,
Somadoras de beleza a serem admiradas.
Fica a pergunta:
Por que não aprender?
Deixe a minha pequenina célula guardada.
Ainda não é hora... para ela aparecer!