Donna Boris
Por vezes rabisco
Por vezes rabisco
algumas letras formando palavras,
Vou construindo frases
Vou construindo frases
e dizendo o que sinto.
Estes rabiscos chegam
Estes rabiscos chegam
a ser mesmo as minhas “Obras Primas”,
Se é que algum dia as fiz.
“Obras primas”...
Se é que algum dia as fiz.
“Obras primas”...
Deixe-me rir ao pronunciar essas palavras.
“Obras Primas”...
“Obras Primas”...
São como são... filhas de um amor,
De um pensamento... de um sofrer
De um pensamento... de um sofrer
Não raro... filhas de uma alegria.
E assim... Vou escrevendo
E assim... Vou escrevendo
Verso após verso... estrofe após estrofe...
Poema após poema.
Poema após poema.
No acúmulo de tudo isso... eu vou compondo
Uma alma que continua crescendo...
Até já perdi as proporções...
Uma alma que continua crescendo...
Até já perdi as proporções...
Se é que existe escala.
E... Ainda por vezes rabisco palavras
Que não formam pensamento algum.
Essas palavras
E... Ainda por vezes rabisco palavras
Que não formam pensamento algum.
Essas palavras
São pensadas em momento nenhum e,
Teimosa... coloco-as no papel.
Quem sabe não são minhas “Obras Primas”?...
Filhas de uma mente que até ensina...
E se confundiu por amar?
Teimosa... coloco-as no papel.
Quem sabe não são minhas “Obras Primas”?...
Filhas de uma mente que até ensina...
E se confundiu por amar?

