Donna Bóris
Há um não sei o que andando comigo
E um não sei quem me convidando a sair
Para um lugar que não sei para que lado fica...
Há algo de muito importante... num ar não poluído
Em que uma paz passeia... Como quem convida
A um sorriso tranqüilo... Onde qualquer coisa
Seja tão somente... Qualquer Coisa... Que não se vá
E se eternize num passo curto
E não paralelo ao meu EU.
Há ainda um inquieto de parar em algum lugar imenso
Onde braços seja vida
E onde a vida não tenha tempo de correr muito...
Que a simplicidade a complete numa alegria
Curta e infinita...
Há um misto de tudo que se confunde
Por querer que o hoje não vá embora...
E que a hora... dure mil anos...
Há um tempo em que me abismo e...
Não caiu nunca!
O nunca não existe e o abismo
Não tem fim...
Mas... Há também o tempo de ficar...
De ser feliz... De ver e viver e...
E sufoco e vou... Passos lentos... Até onde?...
Não tem fim... E não tem vida...
E há apenas um vulto que caminha a sombra do sol...
E há estrada... não há estrada...
E vai... Ilógico e sozinho... Um vulto no caminho...
E... Só o vulto... Eu...

