sábado, 23 de julho de 2011

TOTAL

Donna Boris


Abrigo-me, em meu favorito lugar
Entendo porque me cabe inteira.
O calor protege-me
E eu, nada mais penso.
Só tua respiração me acalenta...
Entrego-me ao sonho
Minha realidade...
És o vasto do sem limite.
Presa... no livre sentimento
Da divisão na unidade
Sou vida completa.
No pequeno espaço
Guardada em tuas mãos
Meu melhor mundo
Liberto... liberta.

sábado, 16 de julho de 2011

BIOPOEMA

Donna Boris


Não rimava e escrevia
Aos nove anos o meu pensar.
Era comum nessa idade
Criança brincar com bonecas
Eu... preferia os animais.
Com eles dialogava silenciosamente
O que em meus versos
Formava... formando
Estranheza não entendida
Aos que perto de mim... vivam.
Amei cedo a calma
Que me trazia a reflexão
Sem muito perguntar
Respostas encontrar
Da simples observação.
A vida seguiu seu curso
E nele, o meu desenvolvimento.
Cedo, veio o casamento
Cedo, me tornei mãe
Presente divino do ser Criador
Uma vida nas mãos
O maior amor da natureza
Medalha de mulher abençoada
E minha poesia ficou mais colorida
Porque a vida ficou mais viva
E eu mais completa.
Na precocidade crescida
Vim então, entender a infância
Vendo meu filho crescer.
Diploma na mão... trabalho
Caminho sem tempo disponível
A poesia adormeceu...
Meu verso calou...
A responsabilidade dobrou.
O Criador resolveu
Alegrar mais minha vida.
Aos vinte três anos
Um novo presente
Intensificando a Luz na minha estrada
E eu pudesse levar em cada mão
Uma vida... nesse meu passar por aqui.
Da felicidade do momento
Em meio a tanto contentamento
A revelação: por uma fragilidade
Do meu organismo humano
Ali ficaria limitada
A maternidade biológica para mim.
O silencio.... que me trazia entendimento
Não foi diferente, e o pensamento
Na calma encontrou Paz.
Meus filhos saudáveis
Enfeitavam e preenchia
A minha vida do melhor
Que uma mãe pode querer.
Momentos difíceis tive
Seria comum se relatasse
Mas... esse arquivo eu entreguei
Ao esquecimento no caminho.
Segui apenas com as lições aprendida
E que aprendo... pois não parei de crescer.
Hoje... meus meninos, homens são
E já caminham seus próprios caminhos
Pautado no melhor
Que eles podem ser.
Eu os observo... cuidadosa
Para não interferir.. na liberdade
Do aprendizado.
E os meus versos... quando voltaram?
É o que pode estar pensando
Quem agora me lê.
Deus é tão perfeito
Que tornou minha estrada
De formação profissional... difícil.
Por um desses momentos
Que a realização bate
De frente com a felicidade...
Já não me alegrava o que fazia
Quando muitas portas se fecharam...
Deus... na Sua infinita sabedoria
Fez-me lembrar
Onde os meus olhos brilhavam
A cada criação que lia.
Abriu sobre mim uma nuvem azul
Envolveu-me em um abraço
De rosa ternura
E devolveu-me à poesia.

MEU SEMPRE “HOJE”

Donna Boris


Feliz segue
A minha felicidade
Embalada na tua voz
E musicada ao som do teu sorriso.
Alegre segue
A minha alegria...
Por tua existência
Fez-se sacerdócio eminente.
É perene a minha esperança
Que brinca e cresce
Nessa comum caminhada.
Nada dista...
Até a nossa saudade
É perfeita.
Eu, depois de ti
Serei sempre... Nós.

domingo, 15 de maio de 2011

SURPRESA

Donna Boris


Qual diferente pode ser
O sonho que nasce
Do sonho trazido
E ser o amor
Do amor crescente
Evidenciando o caminho
Chamado afeição.
Nas pequenas coisas
Que tornam grande a vida
Escrevendo felicidade
Na cor que mais enfeita
E se lê musicalmente.
Brincando de presente
Depois de vários... trocar
Fui surpreendida!
E num rápido pensar
Que tempo para... eu não tivesse
Saiu num relâmpago
Entre o suspiro e o sorriso
Trouxe-me o mais inacreditável.
Com olhos de “sol nascente”
Emoldurou a Lua e entregou-me
No mais belo dos gestos.

sábado, 7 de maio de 2011

DE MÃE... PARA MÃES

Donna Boris

 
Doçura sublimidade
Encantos em olhos vazantes
Que banham alegria desmedida.
É ave que canta no ninho
E fonte que orvalha mansinho
Beijo que brilha
Mãe... isso traduz.
Em lírio... suavidade
Mãos que aliviam...
Tornando a vida:
Esperança... Luz e Paz.
É lágrima que alimenta a planta
Em venturas e amor profundo
Afugentando dores.
Colho hoje rosa
Para cada mãe
Com carinho e respeito.
Para minha mãe...
Colho uma rosa especial
Com certeza ela a receberá
No reino onde se encontra
Com o jeito que só ela sabia...
Ser do meu jeito.
Obrigada por ensinar-me
A ser forte...
Que o amor é o melhor cultivo
Que pode ter o coração.
Que a felicidade existe
Basta saber agradecer
O presente que é a vida.
Que a Paz é a melodia do silencio
E o coração escuta sorrindo.
Que a Luz é o que os olhos refletem
Quando nos fazemos presentes
E somos mensageiros da fé no Criador.
Guardei todos os aprendizados
Aos meus filhos ensinei...
Mãe... Mãe... Mães.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

APENAS

Donna Boris


Cálido surge
Tímido...
Meu escrever
Pausa...
A cor da noite
Incógnita...
Não confunde
Funde...
E não cala
Canta...
Verso bordo
Linha...
Teço o contexto
Tema...
Seria inseguro
Parar...
Lado a lado
Vida...
Entre horas
Esperança...
E na mente
Sonho...
Liberto no verso
Perpetua...
Meu Eu poeta
Voa...

sábado, 16 de abril de 2011

ESSA É A MINHA ESTRADA

Donna Boris


Depois que acordei
Conheci os cultivados
Sentimentos e mandamentos
Iluminei de fé a minha alma
De Paz o meu caminho...
Nada me faz mudar.
Colori a minha estrada
Perfumei... e
Por ela sempre vou visualizando
Cada momento seguinte
Para que a realização não demore
E a distancia encurte.
Tenho cuidado com os passos
Na fragilidade do caminho
Quanto... menos marcas deixar
Melhor será.
Marcas não servem
Lembranças sim... as boas
Que ficam escritas no
Livro da saudade.
Eu sou caminheira
De uma estrada longa...
Por vezes divido o caminhar
Outras... adoro a companhia
Dos habitantes da natureza.
Uma coisa é certa
A “solidão” nunca me fará companhia.
Ela sabe bem... por quê!?