terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRAMATICAL

Donna Boris


Avizinha-se do “conto”
O “poema” que já escrevi.
Encantos poéticos
De diferentes definições.
O “conto” relata história
E ainda não tem final.
O “poema” segue o tema
No verso conclusivo.
Fez sentido o não sentido
Do “conto” que caminha lento
No pensamento criador.
Não faltam palavras
No rumo dos períodos
O sujeito é que fugiu.
De claro passou a oculto
Hoje, indeterminado na oração.
No rumo que segue
Pobre “conto” de adjetivos
Eram tão bonitos os “qualificativos”
Que o “poema” guardou.
Na duvida do sujeito correspondente
Segue lento o “conto”
Para erro não cometer
Identificando o sujeito:
Inexistente!



MADRUGADA

Donna Boris


Cala madrugada!
Falas tão alto que o sono
Não quer chagar.
Até o pensamento adormecido
Despertou...
Olha-me, com cara sonolenta,
“E agora?” vem escrito no seu olhar.
Cala madrugada!
A lua já vai alta no caminho
Quase tudo é silencio.
Eu, me abismo
No pensamento questionador
E tu madrugada
Não queres calar...
O pensamento? Não digo...
Fica só comigo... guardado no meu “EU”.
Sei que és boa ouvinte
E não contas o que costumas escutar.
É que segredo
Para ser bem guardado
Tem que ficar em um só pensamento.
Pois quando passa o vento
Ele leva, deixando o segredo
De segredo ser.
Obrigada por querer me ouvir...
Cala madrugada
Deixe-me dormir...

ESTRADA NOVA

Donna Boris


Desbravo uma estrada nova
No meu renascer constante.
Viro mais uma pagina da vida
Começo a escrever um novo livro.
Fechei de forma bonita
O que concluí.
Guardei as boas lembranças...
Escolhi a cor da capa
Guardei...
Agora olho...
Ainda são sementes
Cabe a mim cuidar
Para que bonitas e saudáveis
Cresçam...
Estrada nova!
O meu vestir
Só a mim cabe escolher.
Certo é que terá
Cores calmas
Que refletem a luz.
No meu caminhar
Sempre tenho boas companhias
Esperança e paz.
Estou indo por uma
Estrada nova...

RIQUEZAS


Donna Boris


Negar aos que a vida já nega
Amor proteção carinho
Olhar e não vê o que tão perto está
Recolher a mão e esconder-se
O:... Não sou responsável... não sei
Faz-me triste... não posso calar.
O que custa uma palavra de carinho
Um afago com ternura
Um sorriso que seja real
Um olhar que venha do coração
Tais riquezas possuímos... possuímos?
Há sim... no ser humano
que não esqueceu de humano... ser.
Não negociou o seu tesouro espiritual
É... as festas se aproximam...
Enchem as cidades de “luz”
Sorrisos em muitos
Tristezas em tantos
Por que escolher datas para ter
Um gesto de solidariedade?
Mostra sentimento temporário?
A vida não sai de férias
Para acontecer nas férias...
Ah meu Deus!
Faça Seus filhos entenderem
O tesouro que têm guardado
Riqueza com a qual nascemos
E que só aparece...
Como aparece em muitos
Quando vem chegando o Natal.




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EU VOU POR AÍ...

Donna Boris


Parar não é inteligente...
Sei que vida tem pressa
Minha alma é inquieta
Eu vou por aí!
Tenho sede de momento
Desejo de conhecimento
Fome que não sacia
No “todos os dias”... aprender.
Meu arquivo está abarrotado
De sentimentos presentes
Não carentes... vou por aí!
Na felicidade que comigo vive
Alegria é minha bandeira
A paz... minha companheira
Seja qual for o caminho...
Destino?
Compro o bilhete na andança
Escolho o lugar pelo brilho
Escuto o meu coração.
Ainda há muito que fazer...
Muito que aprender...
Muito que escrever...
Eu?
Eu vou por aí!...




AMOR DE POETAS

Donna Boris


Psiu!
Fale baixinho...
Não me acorde do sonho
Psiu!
Deixa a musica tocar
Todas as notas voarem
Melodiosamente dançantes
A cada estágio do sonho meu...
A noite é perfumada...
No silencio,
As flores desnudam as suas essências,
Refinado o ar
Podemos melhor senti-las...
Não me acorde,
Não me acorde do meu sonho...
No encantamento amadurecido
Lapidados os sentimentos
Vivê-lo é prêmio.
E quando a aurora nos despertar
Faz-me um poema breve
Nele, versos que revelem
As rimas do viver.
Amor entre Poetas,
A vida sorri... muito mais bonito...




sábado, 30 de outubro de 2010

VISTA DA CIDADE BAIXA ( POEMA EM TELA )


Tela: Marcelo Silva
Poema: Donna Boris


Adornada em azul
Contas de barco enfeitam
Expondo antigos casarões
Que histórias guardam no só olhar.
Cidade cheia de encantos
Pontos de encontro com alegria.
No Mercado Modelo
Repentes, “souvenir” e poesia
Comida típica do lugar.
Altivo elevador Lacerda
Une a Salvador que não separa
Quem é... de quem vem,
O lugar e o “visitar”.
Baía da Bahia!
Cidade e tradições
Colorida é sua energia
Pairando no matiz
Pinta o artista... o seu poema em tela.

(Exposição 04.11.2010 Aeroporto de Salvador-BA)