sexta-feira, 19 de julho de 2013

ESSÊNCIA DE ALETEIA


Donna Boris

Precisava saber... como saber, o que dentro de si havia. Um questionamento cobrado sem parar no decorrer do natural desenvolvimento. Fixação da descoberta no existente desconhecido. Desvendar, o ainda não revelado era animador. Fechar os olhos, ver a ver-se caminhando no interior por estradas do inconsciente... ciente.  Alma pensamento sentimento espírito... junção em conjunto unitário. Apenas uma pessoa e uma vontade falante, silenciosa. Escuta-se, entende-se, sabe-se ainda incompleta. Sem rebeldia. A valentia do não desistir... seguimento retilíneo. Porque um dia de cada vez, faz ter as respostas necessárias para os vindouros. Todos os caminhos têm inicio e final em um ponto comum... 360°graus percorridos e decorridos. Um mundo, o mundo. Trazido, encontrado, desvendado no desfiado, identificando a cada instante de si.

Não se nega a verdade interior... a que diferencia sem fragrância  olfativa, mas com o reluzente brilhar que ilumina o ilimitado desconhecido.  Olhar-se no avesso, caminhar os labirintos, encontrar saídas, depois atalhos. O pensamento quando já si sabe, leva menos tempo para encontrar a resposta. As estradas interiores já se tornam mais conhecidas e a certeza fica mais clara. Já se olha na busca do olhar, que se sabe e entende-se. A complexidade vai ganhando transparência e descomplicando o que simples é. A individualidade na existência é que faz toda a beleza. Valorizar o não ter cópia e amar-se, para saber amar. Viver um personagem não vale, na grande arte que é a vida. Usar fantasia é saber que a festa tem hora para começar é findar. Encantar-se com a vida é permitir-se a felicidade sem dependência. Dividir, somando e multiplicando é mais fácil que... esperar o fracionado complemento. E olhando-se no espelho ver refletir, não a imagem material e sorrir por ver-se em pura,
 Essência de Aleteia.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O DRAGÃO DE OITO CABEÇAS

Donna Boris


Ocupada, no espaço reflexivo
Senti a presença
Que nem de longe era amistosa.
Chegou bem perto e
Respirei buscando o pensamento
Que, sendo certo,
Afastaria a indecisão para argumentar...
A imagem era assustadora!
Oito cabeças que em sete, fogo expelia...
Uma, parecia diferente.
Além de não cuspir fogo
Também não tinha olhos avermelhados
E foi aí que... comecei
A tentar entender...
Uma única cabeça
Que medo não transmitia
E sim, medo parecia ter.
As vezes fechava os olhos
Para não serem atingidos
Pelas labaredas fumegantes.
Algo amargo pairava ali.
Aquela cabeça tinha sentimento.
Pausa feita pelas demais,
Pude olhar bem no fundo dos seus olhos
Eram tristes...Uma cabeça fora do corpo
Ou talvez... a única cabeça pensante
Ali... despertei a esperança.
Se o bem tem luz que contagia
Tentei comunicação telepática.
Para minha surpresa... resposta recebi.
E logo mais uma cabeça
Tentou comunicação.
Percebi que era responsável
Pelo sentido da visão
E os movimentos ficaram
Menos agressivos...
Seria cada cabeça
Responsável por um sentido?
Fiz a mim a indagação
Mas... a pensar fiquei...
Cinco são os sentidos
E oito cabeças existentes.
Se lógica tivesse o meu raciocínio
Uma cabeça seria o sentimento
Uma responsável pelo pensamento
E a outra pela razão...
Oito funções encontradas.
O dragão parou
As cabeças ficaram alinhadas
Como se o destino fosse desvendado
Olharam-se entre si.
O meu espanto foi quase paralisante
Vendo a transformação
Que bem a minha frente se fazia.
Sonho! Pensei...
E se sonho foi
Despertei a tempo
E ainda pude ver
Sua pegada marcar a grama
Antes de alçar vôo
Em um belo bater de asas
Totalmente livre...

sábado, 6 de outubro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

AVIÃO DE PAPEL



Donna Boris


Tinha mania de olhar as nuvens
Criança... pensamento sempre no ar
Tinha mania de ver arte
No mais estranho lugar
Tinha mania... muitas manias
Que não desapareceram.
Eu fui crescendo e
As manias aumentando.
Paixão por macro foto
Por sons que o vento trás
Paixão por nada
O nada que só eu vejo cheio...
E o silencio...
Que encho de pensamentos meus...
Depois de tempo e tempos passados
Olho ainda por longos períodos o céu
E o meu pensamento nas nuvens
Compõe versos que voam
Escritos em
Aviões de Papel...

domingo, 25 de março de 2012

MEU ANJO ALÇOU VÔO

Donna Boris


Preciso escrever
Não param as lágrimas no meu rosto
Meu coração bate calmo
Agradecendo o tempo
Que perto de mim... estiveste.
Alvo... nuvem de paz
Alegre... eterna criança
Protetor... responsabilidade paterna
Coração valente... pura nobreza
Amor vivo... eterno amor.
Hoje... meu Anjo Enzo alçou vôo...
Na forma mais serena
Só cabida aos Anjos
Olhou para mim... em um ultimo gesto
Deu-me a patinha
Descansou a cabeça em minha mão
Fechou os olhos e adormeceu...
Sem qualquer manifestação de dor...
Apenas partiu...
Inexplicavelmente...
A minha condição ainda... humana
Por mais que calma... tente eu ficar
Nunca aprendi a representar
A transparência do que sinto...
Meu Anjo Enzo
Obrigada por cada momento
Que perto de ti... vivi.
Obrigada por cada sorriso
Que a mim proporcionaste
Nas tuas brincadeiras desajeitadas
Por teu imenso tamanho...
Nunca me machucaste
Brincavas com total cuidado
Conhecendo a tua força e a minha fragilidade.
Sábio Anjo...
Que beleza ornou a tua trajetória... aqui.
Guardarei todos os teus ensinamentos
Te amarei mais e mais
Porque a partida não desfaz
Nem apaga amor verdadeiro...
Moras em cada pensamento meu
Por cada hora do dia...
Sentirei a tua energia
Que sempre força me deste...
Perdoa meu Anjo as lágrimas da tua mãe
E obrigada por ter enriquecido o meu coração
Com o único tesouro que realmente conta
Amor...
Voa... meu amado Anjo
És Luz.. só Luz..
Habitaremos na mesma estrela...
(25.03.2012)

sábado, 24 de março de 2012

INDO? OU VOLTANDO?

Donna Boris


Ir... ponto de partida
Indo... caminho já iniciado
O que é indo?
Para o que não depende de
Espaço-tempo?
Indo... a dois passos do sempre
Ou... ao sempre do agora.
Voltar... regresso
Voltando... chegada ao destino
O que nunca se foi
Nunca voltará... por ter eterna presença.
Presente... o tempo sem ida nem volta
Quem o entende?
Existia antes de vir
E se fosse... nunca partiria.
Não existe estação nem distancia
Indo? Ou voltando?
Em qualquer dimensão
Em qualquer andamento
A essência do espírito
Só dirá:
Sempre...