Donna Boris
Precisava saber...
como saber, o que dentro de si havia. Um questionamento cobrado sem parar no
decorrer do natural desenvolvimento. Fixação da descoberta no existente
desconhecido. Desvendar, o ainda não revelado era animador. Fechar os olhos,
ver a ver-se caminhando no interior por estradas do inconsciente...
ciente. Alma pensamento sentimento
espírito... junção em conjunto unitário. Apenas uma pessoa e uma vontade
falante, silenciosa. Escuta-se, entende-se, sabe-se ainda incompleta. Sem
rebeldia. A valentia do não desistir... seguimento retilíneo. Porque um dia de
cada vez, faz ter as respostas necessárias para os vindouros. Todos os caminhos
têm inicio e final em um ponto comum... 360°graus percorridos e decorridos. Um
mundo, o mundo. Trazido, encontrado, desvendado no desfiado, identificando a
cada instante de si.
Não se nega a verdade
interior... a que diferencia sem fragrância
olfativa, mas com o reluzente brilhar que ilumina o ilimitado
desconhecido. Olhar-se no avesso,
caminhar os labirintos, encontrar saídas, depois atalhos. O pensamento quando
já si sabe, leva menos tempo para encontrar a resposta. As estradas interiores
já se tornam mais conhecidas e a certeza fica mais clara. Já se olha na busca
do olhar, que se sabe e entende-se. A complexidade vai ganhando transparência e
descomplicando o que simples é. A individualidade na existência é que faz toda
a beleza. Valorizar o não ter cópia e amar-se, para saber amar. Viver um
personagem não vale, na grande arte que é a vida. Usar fantasia é saber que a
festa tem hora para começar é findar. Encantar-se com a vida é permitir-se a
felicidade sem dependência. Dividir, somando e multiplicando é mais fácil
que... esperar o fracionado complemento. E olhando-se no espelho ver refletir,
não a imagem material e sorrir por ver-se em pura,
Essência de Aleteia.





