domingo, 16 de janeiro de 2011

AMOR VERDADEIRO

Donna Boris


Hoje eu me pergunto:
O que é um amor verdadeiro?
Eu sempre penso que amor verdadeiro
é uma alegria que sorri nos olhos do outro.
Uma serenidade que só existe
ao saber que o outro está bem.
Uma paz presente e companheira
por se saber amado e amar.
Amor verdadeiro
vive por respirar o outro.
Pois amor verdadeiro não é divisível.
E a soma dos dois,
sempre será... UM.
É uma falta que não se completa
sem a essência do amado ser.
Amor verdadeiro
não é um momento no acaso
em que se busca um prazer.
Ele é muito... muito mais que isso.
Amor verdadeiro
é quando uma vida
vive na outra vida
e o coração bate
no peito do outro.
E se a ausência não dói,
não deixa um vazio...
é qualquer coisa...
menos amor.
Amor verdadeiro
é cuidadoso.
A energia do amor verdadeiro
é igual a fé.
Pense nisso...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"INTROSPECTA”

Donna Boris

Empreste-me uma rima
Um tema... um verso
Que seja diferente de tudo
Que até hoje escrevi.
Toque um acorde novo
Que me traga um sorriso.
Conte-me uma história
Que ainda não tenha fim...
A que nunca esqueceu
E a memória guardou...
Assim podemos imaginar o final.
Traga-me ao ponto de partida
Onde eu possa fazer
Uma caminhada diferente...
São tantas idas
E poucas vindas...
A especial chegada
Fez-me encontrar
Ou... reencontrar-me
No ponto “eixo”.
Deixo-me levar
Piso firme
Totalmente feliz...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CONVERSANDO COM O ANO VELHO

Donna Boris


Faltando poucas horas para tua partida
Fico a olhar: Que tipo de saudades vais deixar?
É Ano Velho! Não são boas...
Lembra como tu chegaste?
Já foste levando vidas
E deixando marcas impossíveis de apagar.
Todos os meses que por fim teu registro “2010”
Todos... coisas tristes aconteceram.
Enumera-las não vou... seria lembrar com detalhes.
Consequentemente as imagens viriam
E eu silenciaria o pensamento.
Estás partindo... e o Novo Ano
Quase batendo à porta.
Deixa para ele uma carta... um lembrete
Se muito não quiseres escrever.
Diz apenas: Faça tudo diferente!
Fale baixinho que a Paz tem bons ouvidos
Trate a natureza com carinho
As crianças e idosos com ternura
E com melodia suave... cante o amor.
Faça lembrar ao homem
Que deve ser brilhante criatura
Como é o desejo do Pai Criador.
E ao olhar para as mãos
Veja o dom que elas trazem
Aliado a inteligência e um bom pensamento.
Tens a batuta agora 2011
Rege a tua orquestra com sábia maestria.
Que a tão falada valentia
Seja a coragem para fazer o bem...
Eu, vou seguindo na minha viva esperança
De que tudo pode mudar para melhor
Se melhores também quisermos ser.
Que venha Feliz 2011... Bem vindo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ROTEIRO

Donna Boris


Quero um roteiro que passe
Por lugares bonitos
Longe da “civilização”.
Se sou bicho selvagem?
Não sei...
Sou filha da natureza
Com toda convicção.
Amo cheiro de terra molhada
Ler suas “escritas” nos pés.
Águas das cachoeiras
E banho de igarapés.
Fruta que “sorri” na arvore
Colorida e iluminada.
O sol morna o entardecer...
A brisa em conversa com o vento
Mistura perfumes naturais
Dando característica
A hora sempre marcada.
Quero um roteiro sem “teiró”
Só luz...
Lindo seria
Ter nele a companhia
De alguém de onde “vim”...

sábado, 25 de dezembro de 2010

NEPENTE

Donna Boris


Taças vazias a dizer-me:
O que em mim vais colocar?
Olho o brilho do cristal
Na transparência... um desejo.
Pego a bandeja
Coloco salvas de prata
E as taças questionadoras.
Tem que ter requinte
Para o importante brinde.
Busco meu melhor sorriso
Feriado... o que fazer?
Convido-te a brindar com Nepente
A alegria de viver...
Tim tim!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PONTE


Donna Boris


A estrada é diferente
No teu regresso do horizonte.
O que te ladeia
Não te limita
Vieste sabendo ver.
Paras na velocidade,
Transcende os pensamentos
Surpreender já não te surpreende
Virou costumeira a emoção.
E quando imaginam
Que o “nada” olhas
Estás a encontrar respostas
Às próprias indagações.
Caminhas no regresso do horizonte...
Em cada passo algo adormece,
Pura defesa da evolução.
A lembrança fica guardada
Aparecerá no momento preciso
Que fizer sentido
A resposta buscada.
No tempo breve
Que parece longo ser,
Voltar para casa
O inconsciente pede...
Na saudade que vez por outra aparece
A conversar com o silencio e o sozinho.
E a “ponte” que liga
Os “mundos” que poucos conhecem,
A luz estará
Esperando o teu caminhar
Para além do horizonte
Rumo à estrela
Da qual vieste.

PEDIDO DE NATAL


Donna Boris


Pisca a neve no pinheiro.
O boneco de chapéu esquece
A meia com o pedido,
Não sabe onde colocou.
Correntes de luzes brilham
Para sinalizar a estrela...
Guia os pedidos nas cartas
Presentes que vão depositar.
Papel com enfeite bonito
Tudo é branco e dourado
Verde, vermelho e prata,
Luz e Paz.
Mãos que se encontram
Abraços que calam saudades
Tudo é novo, mesmo tendo idade...
Luzes piscam no pinheiro
O boneco de neve sorri.
Presentes sob a arvore
Brilham pelas luzes.
É quase perfeição...
O boneco de neve não usa meias!
A lareira em foto
Ou formação ilusória
Como é bela a história
Que guarda o Natal.
Faço um pedido ou refaço
Na sintonia do momento...
Plante em cada coração
Paz, amor, fé e perdão
Para todos os dias do ano
Ter o brilho do Natal.