sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SEM RAZÃO


Donna Boris


Sonhei-te em um colegial esbarro
Onde os meus livros pegaríamos
Nos olharíamos tímidos
E...
Seguindo, te vi na praia
Onde brincávamos com as ondas
Correndo nas areias
E...
Na viagem de férias
Imaginei-te!
No lugar não marcado
Ao acaso...
E...
No colégio
Na praia
Nas férias
No trabalho... em tantos,
Tantos lugares te sonhei encontrar!
E...
O tempo foi caminhando
Com ele, eu...
E...
Cada vez mais cuidado
Guardado foi ficando.
Desencantos?... não!
Gostar sei!
Obedeço à lei
Que o sentimento dita.
Se vou te encontrar?
Quem sabe?
Mas cuidar do amor
Fez-me e faz feliz.
É saudade boa
Sem saber quem és...
Deixa viva a esperança
De somando, dividir
Um dia,
A minha felicidade!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

VERSO INQUIETO

Donna Boris


 
Falou por toda a noite
Não me deixando dormir.
Sonolenta, resolvi
O seu pedido atender.
A felicidade se alimenta
Das coisas simples,
Pequenos grãos
Que cuidados na alma
Brilham, é fácil notar...
Eu prometo verso inquieto
Que estarás sempre comigo,
Entre poemas a brincar.
De segunda a domingo
Na ordem do momento,
No quebra-cabeça das palavras
Nosso jogo predileto.
Você, verso... eu, poesia
Nunca nos separaremos.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

ACREDITAR

Donna Boris


Impecável!
Como se fosse feito ainda ontem
Espera imponente e feliz.
Não se deixa ser démodé
E vai um dia rodopiar
Conduzido por bela musica
E mãos que hão de vir
Fazendo brilhar o vestir
Do belo vestido a usar.
Sonha cor rosa...
Nasceste feminina!
Não dispensa a ternura presente
Que deve existir na mulher.
Segue firme em seu destino
Colorindo-o sempre do melhor,
Aprendendo que viver é uma grande festa
Cuida bem do convite recebido
E quer fazer sempre bonito
Enquanto espera o baile chegar.

FALANDO COM O SILENCIO

Donna Boris
 
O sono parece querer tomar conta dos meus olhos...
O convite é tentador: Vai dormir!
Eu, teimosa por excelência, não obedeço.
Dormir... só se fosse com uma certeza:
Ter o sonho dos meus sonhos!
A resposta não vem...
Lembro... faz muito tempo
Ele vem acalentando minha alma,
Que persistente!
Já virou até razão de viver.
Quem sabe um dia cansado
Tome a decisão: tornar-se realidade!
Que belo sair do subconsciente ao consciente
Na mais pura expressão da felicidade...
Ah! Por que me acompanha por toda a vida
Sem desistir de mim?
Quero-o realizado
No meu dia a dia presente
E não apenas existente no meu silencio
Onde eu posso então
Conversar, com o meu sonho...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

POEMA NU


Donna Boris


Não vês... e eu não me assusto!
Ofereço-te em minhas mãos,
Parecem vazias...
Fecha os olhos... agora vês?
É do que estão cheias
Mas, imperceptível...
E seria... quando apenas o nada... se vê.
Aí sim... vazias estarão.
É como estrada com direção
E placa de identificação
Tão simples... a quem sabe ler.
Estrada... onde o nada sumiu.
Direcionado, o vazio o foi procurar.
Mas o nada se escondeu em grande vácuo
Preenchendo-o de invisível compreensão.
E nas mãos trago, perfeito como nasceu
Sem vestis que o disfarce...
Imaculado e puro
Assim é o meu amor!


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

OLHOS QUE VOAM


Donna Boris


Pousados na flor
Os olhos buscavam
Alimento perfumado
Na cor da ternura.
Suave criatura
De rara beleza
Arte da natureza
E do pintor Criador.
Que no silencio voante
Assinou a Sua presença
Em olhos planadores...
Nas asas da borboleta.

domingo, 1 de agosto de 2010

EU!

Donna Boris

Eu... ser estranho
Universo misterioso

Tão cheia de soluções
Entre tantas interrogações.

Ante um mundo que cobra
Mais que oferece
Outono a outono renasço...

Invisível... visível
Na caminhada sem fim.
Calma... tempestuosa
Ofuscante... reluzente
Não fui... sou...
Demolição construtiva
Invasão documentada
Cerro de liberdade
Imaginação real.
Ondulação retilínea
Nave de um planeta “X”
Adepta dos sentimentos
Lua presente
Marte em “água”
Estrela menina.
Nasci e já parti... penso!
Tempo... qual é o meu tempo?
Eu... “em sempre”... amo a vida!!!