segunda-feira, 16 de agosto de 2010

POEMA NU


Donna Boris


Não vês... e eu não me assusto!
Ofereço-te em minhas mãos,
Parecem vazias...
Fecha os olhos... agora vês?
É do que estão cheias
Mas, imperceptível...
E seria... quando apenas o nada... se vê.
Aí sim... vazias estarão.
É como estrada com direção
E placa de identificação
Tão simples... a quem sabe ler.
Estrada... onde o nada sumiu.
Direcionado, o vazio o foi procurar.
Mas o nada se escondeu em grande vácuo
Preenchendo-o de invisível compreensão.
E nas mãos trago, perfeito como nasceu
Sem vestis que o disfarce...
Imaculado e puro
Assim é o meu amor!