domingo, 9 de maio de 2010

ODE AO MONTE FUJI


Donna Boris


A minha admiração de criança
Hoje continua... somada ao entender
Porque mantém alvo o teu cume
Tempo faça ou passa...
Lição clara da Mãe Natureza
A nos ensinar como pensar.
Venha o inesperado,
Aconteça o que ocorrer,
A essência não pode mudar...
Meu amado Monte Fuji
Em teu espelho o meu seguir...
E nada, nunca, interferir,
Na maneira de ser... do meu ser
Nos tempos... passados
E todos que ainda hão de vir
Teu manto alvo sempre a existir
Silenciosamente a nos dizer:
Conserve a pureza dos pensamentos
Neles... nasce a paz.

sábado, 8 de maio de 2010

ESSÊNCIA MATERNAL


Donna Boris

 

No nascimento já se trás
A semente que vai gerir...
Independente de condição
Basta tê-la para saber.
Deixar nos olhos brilhar
E no coração crescer
O amor incondicional
Que vem com a essência
Maternal.
Sendo e sabendo ser
A biologia não importa.
A mão que rega o desenvolver
Forma para o feliz amanhã.
E é com a firmeza do carinho
Com a ternura no “não”
Mostrando o invisível limite
Riscado com cor de fé
Direcionado com respeito.
Foi bem assim nesse jeito
Que aprendi com a minha mãe...
E hoje ensino... sou mãe!

sábado, 24 de abril de 2010

ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ

Donna Boris



Ontem... tempo que ao passado pertence.

Amanhã... pertence a esperança!

Ontem... recordações.

Amanhã... projetos do acontecer!

Ontem... apago e guardo.

Amanhã... escrevo e sonho!

Ontem... sorri e chorei.

Amanhã... viverei? Talvez!

Ontem... felicidade e saudade.

Amanhã... saudade sim, felicidade não sei!

Hoje... nem ontem nem amanhã...

Hoje... pego o tempo!

Hoje... abraço a esperança!

Hoje... me alegra as recordações...

Hoje... o infinito do presente!

Hoje... é apenas... hoje!


terça-feira, 20 de abril de 2010

UM TEMPO EM MIM


Donna Boris


Surpresa... presente!
Quando o nada já se fazia permanente
Pela porta do tempo você chegou!
Calmo... com ternura no sorriso
No olhar... paz!
Encheu-me de palavras bonitas
E começou a passear nos sonhos meus!
Lindos sonhos... tão cheios de cor e amor...
Onde me acomodei em teus braços
E escondida no teu abraço
Dormi menina... sonhei-me mulher!

“MetAmorFóssil”

Donna Boris

Pelo desuso do sentimento

Estou abraçando uma nova profissão.

Teimosa de nascimento,

Desistir não faz parte do meu eu.

Como gosto da solidificação

Mesmo no que é considerado

Abstrato,

Vou encontrar a rocha

Em que o fóssil

É guardado...

Mapearei “milimetricamente”

Com auxílio da bússola,

Da rosa-dos-ventos

E garimparei cuidadosamente.

Amor fóssil,

Há anos luz buscado...

Fazendo inteiro o espaço

Do coração no vazio.

De autodidata hoje sou graduada

Em “Arqueologia Sentimental”,

Com especialização:

“MetAmorFóssil”.

(O titulo do poema foi criado por meu irmão Hugo)


Hífen

Severo&Donna


Não parece separar.
Não afasta, percebi.
Um traço pode ligar,
palavras que escrevi:

Pode ser “A Flor-Mulher”,
pode ser “Amor-Perfeito”
ou quem sabe, “Bem-me-Quer”,
bem ligadas, deste jeito!

Versos são encantamentos
Dos que vêem a vida
Fluir, na ponta dos dedos...

Por amor a poesia
O hífen se fez:
Dois poetas-um soneto!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“ETÉREA”


Donna Boris


Vou sublimar
Em aroma reluzente
Misturar-me, confundir-me...
Sem toque... só o sentir
Observar a gota
Silenciosa em
afabilidade desmedida,
Fragmentar...
Em tempo,
acolho só um átomo,
tesouro, oculto.
Fecho-o na alma.
Partícula da gota
sobre imaginária pétala,
em relicário, guardada.