quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PLANETA TERRA.

Donna Boris

Oi!
Meu nome? Planeta Terra...
Queria que fosse VIDA,
Queria que fosse PAZ,
Queria que fosse RESPEITO,
Queria que fosse ESPERANÇA,
Queria que fosse tanto...
E, fico nervoso.
Minha pele a terra, treme...
Vêem os terremotos, os abalos...
Outras vezes choro muito.
Os rios não conseguem segurar minhas lágrimas,
Vêem as inundações.
Tenho sentimento, peço amor.
Respeitem por inteligência,
A casa que a tua casa habita,
A terra que te dá alimento.
Os rios e os mares que pertencem à natureza.
Meu dono, meu senhor,
Só um... o Criador!
Que aqui te pôs como habitante
Não como ser dominante,
Queria que fosse o Seu ajudante,
Mas o homem só faz destruir...
A árvore que o alimenta,
As aves calam o canto
E envenenam mares e rios.
Era para ser, um ser brilhante!
Mas, a cada dia que passa,
Torna-se um ser, sombrio...


domingo, 17 de janeiro de 2010

PÉGASO

Donna Boris

Se o que desejamos
Em sonhos se realiza...
Se na alma o desejar é calmo...
Venho a ti meu cavalo alado
Um pedido simples fazer:
Não deixe que em minha alma
Os sonhos adormeçam.
Trás das nuvens o dia
Em que eles, possa eu viver.
Conserva-me forte e serena
Para barreiras poder enfrentar.
E ala os meus sonhos
De amor e ternura...
Assim voando sem medos,
Muitos guardados em segredo
Iluminados pela luz da fé
Esperando o dia certo
De realidade virar.


BOM DIA POESIA!


Donna Boris

Olha a melodia que a manhã nos trás,
Fazendo dupla com o bem-te-vi...
São notas compondo a sinfonia do amanhecer...

A clave tem nome de
solIlumina tudo, em sete bens que te desejo...
Ponha o Dó em semibreve
Assim tenho mais tempo para te olhar...Renove a esperança, hoje é dia de ser feliz.Mi dê de presente um sorriso!Não deixe o Fá se perder no espaço...Quer dançar? Não me diga que é muito cedo
O Sol
brilha para nós... Dá-me tua mão!Em Lá-Lá-Lá conte os passos e,Si eu perder o compasso, apenas me abrace forte,Para que juntos os nossos corações toquem
A sinfonia do AMOR MAIOR.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PAINEL

Donna Boris

A tela existe...
Vejo-a branca e busco cores para dar-lhe vida...
Encontro caixas e caixas de tintas...
Combinadas... os matizes não me agradariam...
Volto à tela...
Pura... quase sublime na sua composição do nada
Ela chega a me interpelar:
-A arte é coisa difícil...
-Cores fortes ou frias... não dariam o que procuras...
Pergunto-me: O que vai compor o meu painel?
Olho a tela mais uma vez...
A serenidade do rosa sobre o branco
Significaria que busco uma paz amena...
Combinado ao azul celeste
A minha caminhada na procura da felicidade
Seria bem clara...
Vou ao pincel, dou então riscos verdes e...
Descubro que guardo a esperança
De encontrar a felicidade serena
No branco da paz na tela...
Inacabado... o meu painel!...
A palheta da vida não me ofereceu matizes para compô-lo
Lindo... Imenso!
São dois riscos verdes de esperança infinda...
Mas esse verde é de uma cor tão linda...
Que me julgo artista do painel
De uma só cor...


AO PENSAMENTO


Donna Boris


Diga nobre pensamento:
Por que vivo tão sozinha?
Não há lugar... nem tempo,
Nem ninguém que complete o que sinto.
Parece que... como já escrevi outra vezes e...
Como nada mudou... continuo sozinha.
Acompanha-me os meus sonhos... os meus ideais
A minha esperança...
Vou lutando por tudo... em que acredito...
Na natureza... na vida... nos animais...
Nos seres sozinhos... é, nos seres sozinhos.
Nos seres iguais a mim.
E de tanto ser só... já se acostumaram.
Ser sozinho... não é ser solitário...
Ser sozinho... é aquele que não encontrou
A sua companhia.
Com a coragem do pensar e agir só....
O ser sozinho... não tem tempo para a solidão...
Calado... vai compondo os versos da sua isolada alma.
Quando sorrir, o sorriso é enigmático...
Quando fala... são composições de frases que
Aos menos avisados... não fazem sentido...
É ele, o sozinho... mas tão sozinho
Que às vezes até duvida... que está... SÓ!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PENSANDO EM SILENCIO

Donna Boris

Não sei por que me visitas
Querida amiga lembrança,
Volta a mim a tua inocência,
Tudo se torna belo.
Não busco nada na paz em que
Rodeia-me, tudo que faz bem,
É a tua visita.
Vejo-te, chega quase ser uma oração.
A melodia penetra nos meus ouvidos,
Como se fora o cenário dessa amada lembrança.
Oh criança meiga e pura,
Não me queira como ser humano,
Mas me beneficia com o teu carinho.
Oh pura criatura volta a mim, renova-me,
Faz com que a vida tenha sentido.
Cuida-me nesse teu carinhoso abrigo,
Devolve-me a esperança.
Faz-me crescer com a tua chegada,
Completa-me nesta falta e,
Quando por fim eu me for,
Deixe que eu seja a lembrança,
Aí então, amada criança,
Vela póstuma o meu amor.

TRISTEZA

Donna Boris

A tristeza hoje veio me visitar.
Chegou com o seu sorriso obscuro, a voz rouca e disse-me:
A visita é rápida, logo vou embora.
É sempre estranho quando recebo a visita desse estado de espírito.
Vez por outra, ainda vem acompanhada da amiga Melancolia
Querendo longa hospedagem.
A minha educação não permite ser indelicada.
Suavemente digo que estou muito ocupada,
Peço desculpas tento sair...
Mas... não dispenso o aprendizado e,
Na pausa analise: O que a convidou?
Reviso as fichas do meu arquivo MENTE,
Vou à outra gaveta e revejo O CORAÇÃO,
Não posso dar como concluída a minha busca,
Ainda falta A RAZÃO.
Sento. Trabalho e mais trabalho.
Anteponho, sobreponho, e qual a minha surpresa...
Escondida no fundo da quarta gaveta do meu arquivo uma ficha,
Nela a observação:
TRES DIAS SEM SORRIR.