quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PENSANDO EM SILENCIO

Donna Boris

Não sei por que me visitas
Querida amiga lembrança,
Volta a mim a tua inocência,
Tudo se torna belo.
Não busco nada na paz em que
Rodeia-me, tudo que faz bem,
É a tua visita.
Vejo-te, chega quase ser uma oração.
A melodia penetra nos meus ouvidos,
Como se fora o cenário dessa amada lembrança.
Oh criança meiga e pura,
Não me queira como ser humano,
Mas me beneficia com o teu carinho.
Oh pura criatura volta a mim, renova-me,
Faz com que a vida tenha sentido.
Cuida-me nesse teu carinhoso abrigo,
Devolve-me a esperança.
Faz-me crescer com a tua chegada,
Completa-me nesta falta e,
Quando por fim eu me for,
Deixe que eu seja a lembrança,
Aí então, amada criança,
Vela póstuma o meu amor.