Donna Boris
Teimoso,
Mais que criança
que não mede conseqüências em seus atos...
Assim é o tempo do meu tempo.
Ensiná-lo,
Sábio não seria de minha parte
já que aprendo com ele.
Mas, deixe-me dizer:
Não descubro o que me vem no seu programa de aula.
Está tão repetitivo que se torna cansativo.
Pensei mesmo em mudar meu curso
Para ver se ele muda o discurso e se faz melhor ouvir.
Tempo... tempo... ah tempinho!
Parece um pequeno peixinho com medo de afogar-se
Na imensidão do grande mar...
As correntezas que escolhe para nadar...
Estão sempre na mesma calmaria...
Assim fica difícil ir em frente...
O meu barquinho tentando segui-lo, fica a deriva.
Tenho o olhar fixo no horizonte...
Tenho o olhar fixo no horizonte...
Por isso, não me deixo acompanhá-lo
a lugar que não leva à destino algum.
Converso com o vento... que em silencio...
Pede-me paciência para com o tempo...
Vejo o que passa ao meu lado em paralela eqüidistante
E não sei se me faço convergente a ela.
A vontade fica a me chamar...
Falta-me o aval do tempo.
Mas, sei que saber o momento
não é só dele a decisão...
A firmeza precisa tem que vir...
Ainda não são seguros os passos do tempo...
Nem mesmo são claros os caminhos.
Firmeza vem na clareza da luz que o pensamento,
Já não guardando mais medo...
sabe ser então o momento justo do tempo...
Ele, o momento, vai chegar...
Aí, claro o pensamento,
o caminho será de luminosidade chamativa...
Que só terá um nome... VIDA.

