quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SEMENTE

Donna Boris

 
Peguei carona
nos olhos do meu pássaro.
Contente, o céu parece
só meu... ser.
Não é egoísmo nem possessão.
São asas da liberdade ilimitada
Que falam na Luz do infinito azul.
Ave pequenina “radar” do Criador.
Transcende a barreira visual
Deixando a visão real... existir.
A cor do espaço não tem sombra.
O corpo que move no deslocamento
Transporta apenas
Na bagagem... sentimento.
Nos olhos do meu pássaro
Semeio em porções fracionadas
O meu estoque trazido...
Sementes em versos
Que voando... escrevo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ALMA ROSA

Donna Boris


A igualdade da diferença
É que faz todo segredo.
Se quiser manter-se bela
Onde estiver
Por onde passar,
Não pode perder a ternura
Que deve estar sempre presente.
O brilho de ser dócil
Guardar no “tom” o carinho
Do saber falar
E do ouvir.
Competir com inteligência
Saber mostrar
Sem mandar.
Transbordar das mãos no “toque”
A energia trazida
Que a fez ser escolhida
Para nascer... feminina.
Guardar o espírito da juventude
A pureza da infância
No mapa do rosto... a maturidade.
Sabedoria do não perder
O que a fez vir
Com Alma Rosa...
Mulher.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DESABAFO DO BULE DE CHÁ

Donna Boris


Fui descartado!
Da minha família
Só lembranças...
Em tardes longínquas,
Era eu a atração esperada
No chá que trazia
A hora sempre marcada.
Conversas animadas,
Declarações, planos,
Revelações...
Risadas, choros,
Eu sempre estava presente.
Em algumas tardes
Era o confidente
Fiel, ouvinte dos segredos,
Guardava...
Hoje, sou peça ultrapassada.
Perdi lugar para a modernidade.
Raras são as reuniões
Nos finais das tardes.
A hora do chá
Em que se tornou?
Esquecido em lugar
Silencioso e esperançoso,
Aguardo que vejam
A minha beleza...
Quem sabe possa figurar
Em uma mesa,
Com alegria que um dia tive?
Passando por mim,
Vi em alguém o brilho no olhar...
Foi amor à primeira vista...
Citou minha cor mais bonita,
Apaixonou-se!...
Meu espanto quando ouvi:
Eu quero!
Seguido do comentário
Que belo eu ficaria
Sobre uma toalha de renda delicada
Xícaras semelhantes,
Sequilhos acompanhantes
Na conversa do par.
A concordância do pensamento
Estava traçada a minha aventura.
Sorri, outra vez... feliz.
A antiguidade é sábia
Por não perder a esperança!

domingo, 30 de janeiro de 2011

A MENINA DA JANELA

Donna Boris.


Distante... constante,
Presente... entre mente,
Do onde... ao qual?
Vim... por que?
A quem... quando?
E o tempo... responde?
Responde...
Saudade... idade...
Sonhos... menina.
Passou... ficou.
Vista janela
Tarde... sempre
Esperar... não perdeu...
A janela envelheceu
Com ela... eu.
A menina ficou.
O sonho guardou
A saudade atendeu.
O tempo se fez presente.
Observações continuam...
A menina na lembrança vive
Agora... ainda com os “por quês?”
Mas... não, “com quem?”

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

REVELAÇÃO... OCULTA

Donna Boris



Escrevi... enfim
O que não pronuncio,
De tão desgastada que está.
Escrevi no invisível lugar
Só quem o sabe, pode ler.
Demorei, mas enfim, escrevi...
Em letras bonitas
Cuidadosamente traçadas
Mostrando o carinho
Em todo momento, recebido.
Simples, lindo
Como cabe ser...
Ponto de Luz
Que brilha no interior
Energisa...
E figura bonito
O passar notado.
Até o desalinho vira graça
Na portadora criatura.
Escrevi...
Com asas imaginárias
Sou mais leve...