sexta-feira, 19 de março de 2010

VENÇA O JOGO!


Donna Boris


Tem quem não encontre
E viva sem destino a buscar...
Neste imenso vai e vem
São tantas as estradas e tantos os “alguéns”
Na roleta do sentimento... vida
É quase um jogo
Com hora de chegada
E o fim da partida.
Estranhamente as cartas são jogadas
Em cenário verde.
Tendo fundo azul... algumas vermelho.
Tudo parece ser acaso... no caso sem ser.
Jogar no verde a esperança
Ter nas mãos o azul da felicidade
e poder acreditar nela.
O vermelho que não é guerra
E sim vida do sangue nas veias.
Estão nas mãos os sonhos...
Planejar e esperar o que vem.
E se a carta não vier...
Quem sabe na próxima rodada
A estratégia tenha que melhorar
Para ser merecedor?
Não aceitar carta de “fundo preto”
Utilizar bem o seu “coringa”...
São sete as razões para viver,
Prioritárias... vença esse jogo!


terça-feira, 16 de março de 2010

CRIANÇA OCULTA

Donna Boris

Pena, mas vou deixá-la aí.
Não estou sendo ruim
Apenas cuidando de ti...
Já te vi demais, onde não a queria ver.
Agora vais ficar...
Vou sentir tua falta, é melhor para nós assim.
Guarda contigo a minha ternura
O meu melhor sorriso.
Ah, guarda também uma parte do meu coração.
É, guarde!
No momento, só quero a razão,
A serenidade e a esperança.
Guarde parte da minha alegria...
É metade que pertence a ti.
Não... não precisas ficar preocupada!
Será só um tempo depois volto para buscar-te.
Juntas, faremos novamente
Todas coisas que tanto gostamos.
Principalmente comer chocolate
E lambuzar as mãos com sorvete.
Não é doce e sim frio o que sinto.
Eu não quero lembrar que... sei amar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

“PSICO-LÓGICA”


Donna Boris

Como explicar?:
Pensamento coerente... reticente
Lógica que não encontro no “psicol.”
Foi chegada... na partida, ida
Felicidade, alegria... saudade!
Se vens, não diga quando... vou
Nem penses ficar... sem ti... fico
Abraço, sem braços, laços...
Beijos, deixo, eixos
Confundo, afundo, flutuo!
Olhar, vagar, ar...
Em mãos, vãs, arfe
Que dita, ita. Cala!
Ida saudade
Vou fico
Laços eixos
Flutuo ar
Arfe cala
Saudade eixo
Fico ar
Cala calar...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PIERROT


Donna Boris

Coração leve alegrou-se com a beleza
Que tão perto viu passar.
O sentimento obedeceu a natureza...
E logo grande se fez.
Mas o destino não estava de bom humor.
Deixou o seu olhar no espaço perdido
E sentimento guardado
Que ainda vive a procurar.
Inspirador de musicas e muitas artes,
Mereceu um canto maior!
Um dia transformou-se em ave,
Na certeza de então encontrá-la
E com seu maravilhoso canto
Poder em encanto... encantá-la.
Se a mãe natureza assim o abençoou
Arlequim canário tenho certeza...
Vai encontrar a sua colombina
E sua vida será um carnaval de felicidade
Que nunca terminará.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

TUDO TEM SEU TEMPO

Donna Boris

Tudo tem seu tempo... Basta saber esperar...
Li em algum lugar que já não recordo
Algo parecido com isso... Questionei-me:
Será verdadeiro?
Lembrei-me que também li em outra ocasião:
Quem espera nunca alcança... Cansa...
Dúvida... O que fazer? Esperar ou cansar?
Bem... Eu vou à luta... Sei que nada cai do céu...
Já se diz: Deus ajuda a quem cedo madruga!
Isso com certeza é verdade...
Se cedo acordo... o meu dia fica maior...
Mais tempo para pensar e agir...
Vou longe... Tenho certeza...
Nasci com a fibra dos vencedores...
Sou mestra em cicatrizar arranhões
Que a vida me presenteia...
E sobre mágoas?
Nem tempo dou para guardá-las...
Tenho algo melhor para fazer...
Quer exemplo?
Tenho sorrisos a oferecer
E muita coisa boa para contar!


UM SONHO NA NUVEM



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ESCOLHA

Donna Boris


Muito vi e ouvi na vida.
Mas nada que me surpreendesse tanto
Como há poucos dias escutei.
Será que estou errada em ser como sou?
“...O mundo é dos arrogantes
Dos que só pensam em si mesmo...”
Egoísmo!
Nem quero escrever o mais...
Não doeu... tive pena!
Como deve ser triste
Deitar, sem ver o belo que passou no dia.
Estar sempre esperando o pior.
Enterrar a esperança,
Não ter a companhia da alegria.
Matar o amor.
Que triste!
Não... de mim as pessoas não sorriem
Por eu ser como sou.
Eu fiz a minha escolha: Ser feliz!
E você? Que escolha você fez?