domingo, 10 de abril de 2011

SEMENTE DE ESTRELA

Donna Boris


Nasci alada...
O arquivo que trouxe
Sempre o torno leve
Para que não pese o meu sonho.
Divido o céu com pássaros
Borboletas... seres que
Sabem voar.
Eu aprendi a usar
As minhas asas.
Hoje vôo longe
Sempre que quero ir
E onde quero ir...
Não existe limite
Na ilimitada capacidade
Do pensamento.
Minha comunicação é plena
Fiz do amor
O meu transmissor
Em ondas de Paz
Guiadas pela energia da Luz.

domingo, 3 de abril de 2011

FASCINAÇÃO

Donna Boris


Encanta-me...
Antes que as estrelas
Se apaguem e
Eu de ti me perca.
Encanta-me...
Antes que o sono
Tome posse de todos
Todos os sonhos acordados.
Encanta-me...
Enquanto a alegria
Faz intenso o brilho
Do meu olhar.
Encanta-me...
Porque na vida
És o meu encantamento
Destino e vôo...
É apenas noite...
Todas as estrelas
Mesmo as mais longínquas...
A nós... pertencem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

SOS... TERRA

Donna Boris


Em uma casa
Longe da mente repressora
E fugindo aos padrões
Que dita uma sociedade aparente
Fiz a minha morada.
Aqui... desperto em paz.
Respiro o ar da manhã
Onde a poluição matadora existencial
não tem coragem de vir.
Dito as regras... dito o meu caminho.
Tenho a lista do meu dia
No pensar consciente
Não sigo modismo...
Nem mesmo sou
A solidária da catástrofe.
Todos os dias se vive
E o bem existe para ser
Praticado cotidianamente.
Um sorriso que afaste a tristeza
Não tem menos valor que
Uma garrafa com água para matar a sede.
Ou.. um agasalho que aqueça do frio.
Somos todos “UM”...
Porque nosso planeta é Terra
Única a todos.
A prática não continua
Da humana solidariedade
Torna raro e chama atenção
No momento visto.
Irmãos... filhos de uma mesma
Mãe Terra.
Por que só lembrar quando
A cobrança fala alto
Grita o sofrimento
E brada a destruição da morte?
Faz tanto tempo que
A Terra pede Socorro...
Socorro...
Por que humanos?
Humanos?

quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

TRANSIÇÃO

Donna Boris


Tantas explosões
Vidas que se vão
Eu... filha da natureza
Fico a pensar:
Tantas explosões
Vidas que se vão
Tempo dos tempos... e mais.
Vidas que ficam
No amanhecer do dia
Desabrocham lágrimas...
O perdão que não foi dito
Nem a declaração de amor...
Dia confuso
Eu... não.
Não me perdi no tempo
Menos me encontrei com o vento
Nem fui a esperança do nada.
Vida... estrada!
Filha da natureza... sou.
Abençoa o momento bendito
Abençoa o filho... e o filho do filho
E os que não sabem se vem.
Natureza bendita
Companhia etérea
Eterna aos seres.
Vá... no ar... no vento do movimento
No tempo do sempre
No sempre da vida
Além do Amém.

terça-feira, 8 de março de 2011

PRESUMINDO:

Donna Boris


Depois de ter feito o mundo
Deus... colocou-Se a pensar:
Em um planeta onde tudo é vida
Mesmo o que não parece vida ter
Tem energia.
Quem a mim poderia
De forma sábia ajudar?
Precisa ter sensibilidade
Observar com olhos da alma
Ser valente e defender
Cuidar e ajudar a nascer
Fazer crescer e orientar.
Parecer frágil como rebento
Nunca deixar de aprender
Ser muitas e saber ser
Sem muitas vezes se fazer notar...
E nem querer aparecer.
Ter lugar para os sentimentos
Ser fortaleza para a cria.
E saber que
Mesmo escondendo-se em um abraço
O coração é que esconde
O abraço a esconder.
Ser globo... terra e natureza
Guardar o belo... ainda
Que a tristeza apareça
Na sabedoria não deixar que transpareça
Para que o brilho fale onde passar.
Deus olhou a água que corria
A lua que nela se espelhava
Graciosa...
Não teve duvida
E soprou... dizendo:
Confio-te uma linda missão
Vais criar e me ajudar
A cuidar da criação.
Assim nasceu a Mulher!

(A nós... mulheres.
Que saibamos sempre mostrar a que viemos.
A maior força não é a “física”!)