quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
TRANSIÇÃO
Donna Boris
Tantas explosões
Vidas que se vão
Eu... filha da natureza
Fico a pensar:
Tantas explosões
Vidas que se vão
Tempo dos tempos... e mais.
Vidas que ficam
No amanhecer do dia
Desabrocham lágrimas...
O perdão que não foi dito
Nem a declaração de amor...
Dia confuso
Eu... não.
Não me perdi no tempo
Menos me encontrei com o vento
Nem fui a esperança do nada.
Vida... estrada!
Filha da natureza... sou.
Abençoa o momento bendito
Abençoa o filho... e o filho do filho
E os que não sabem se vem.
Natureza bendita
Companhia etérea
Eterna aos seres.
Vá... no ar... no vento do movimento
No tempo do sempre
No sempre da vida
Além do Amém.
terça-feira, 8 de março de 2011
PRESUMINDO:
Donna Boris
Depois de ter feito o mundo
Deus... colocou-Se a pensar:
Em um planeta onde tudo é vida
Mesmo o que não parece vida ter
Tem energia.
Quem a mim poderia
De forma sábia ajudar?
Precisa ter sensibilidade
Observar com olhos da alma
Ser valente e defender
Cuidar e ajudar a nascer
Fazer crescer e orientar.
Parecer frágil como rebento
Nunca deixar de aprender
Ser muitas e saber ser
Sem muitas vezes se fazer notar...
E nem querer aparecer.
Ter lugar para os sentimentos
Ser fortaleza para a cria.
E saber que
Mesmo escondendo-se em um abraço
O coração é que esconde
O abraço a esconder.
Ser globo... terra e natureza
Guardar o belo... ainda
Que a tristeza apareça
Na sabedoria não deixar que transpareça
Para que o brilho fale onde passar.
Deus olhou a água que corria
A lua que nela se espelhava
Graciosa...
Não teve duvida
E soprou... dizendo:
Confio-te uma linda missão
Vais criar e me ajudar
A cuidar da criação.
Assim nasceu a Mulher!
(A nós... mulheres.
Que saibamos sempre mostrar a que viemos.
A maior força não é a “física”!)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
RETORNO DO CUITELINHO
Donna Boris.
Chegou aqui mansamente
Pequenino de asas azuis fluorescente
Com lindo e perfumado botão
Que no bico trazia docemente.
Disse-me que era de um amigo...
Entregou-me, descansou um pouco,
E agora está retornando.
Como prova de agradecimento e amizade
Ele leva com ternura
Uma muda da minha rosa preferida.
Plante-a no teu jardim,
Deixe-a florir...
Porque aqui ficará guardado
Entre paginas do meu livro
O botão por ele trazido
De um amigo tão estimado...
O TEMPO E EU
Donna Boris
Ando tão sem tempo
Que gostaria muito de pedir ao tempo
Que tempo livre me desse
Para que eu tivesse mais tempo
De tempo ficar com os meus amigos.
Mas o tempo me falou
Que tempo do tempo virá
E logo tempo... tempo vai ter
E sem tempo marcar
Muito tempo poderei ficar
Saudades... do tempo aliviar...
Estando outra vez com vocês.
(Poema dedicado aos meus amigos)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
SEMENTE
Donna Boris
Peguei carona
nos olhos do meu pássaro.
Contente, o céu parece
só meu... ser.
Não é egoísmo nem possessão.
São asas da liberdade ilimitada
Que falam na Luz do infinito azul.
Ave pequenina “radar” do Criador.
Transcende a barreira visual
Deixando a visão real... existir.
A cor do espaço não tem sombra.
O corpo que move no deslocamento
Transporta apenas
Na bagagem... sentimento.
Nos olhos do meu pássaro
Semeio em porções fracionadas
O meu estoque trazido...
Sementes em versos
Que voando... escrevo.
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