terça-feira, 8 de março de 2011

PRESUMINDO:

Donna Boris


Depois de ter feito o mundo
Deus... colocou-Se a pensar:
Em um planeta onde tudo é vida
Mesmo o que não parece vida ter
Tem energia.
Quem a mim poderia
De forma sábia ajudar?
Precisa ter sensibilidade
Observar com olhos da alma
Ser valente e defender
Cuidar e ajudar a nascer
Fazer crescer e orientar.
Parecer frágil como rebento
Nunca deixar de aprender
Ser muitas e saber ser
Sem muitas vezes se fazer notar...
E nem querer aparecer.
Ter lugar para os sentimentos
Ser fortaleza para a cria.
E saber que
Mesmo escondendo-se em um abraço
O coração é que esconde
O abraço a esconder.
Ser globo... terra e natureza
Guardar o belo... ainda
Que a tristeza apareça
Na sabedoria não deixar que transpareça
Para que o brilho fale onde passar.
Deus olhou a água que corria
A lua que nela se espelhava
Graciosa...
Não teve duvida
E soprou... dizendo:
Confio-te uma linda missão
Vais criar e me ajudar
A cuidar da criação.
Assim nasceu a Mulher!

(A nós... mulheres.
Que saibamos sempre mostrar a que viemos.
A maior força não é a “física”!)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

RETORNO DO CUITELINHO

Donna Boris.


Chegou aqui mansamente
Pequenino de asas azuis fluorescente
Com lindo e perfumado botão
Que no bico trazia docemente.
Disse-me que era de um amigo...
Entregou-me, descansou um pouco,
E agora está retornando.
Como prova de agradecimento e amizade
Ele leva com ternura
Uma muda da minha rosa preferida.
Plante-a no teu jardim,
Deixe-a florir...
Porque aqui ficará guardado
Entre paginas do meu livro
O botão por ele trazido
De um amigo tão estimado...

O TEMPO E EU

Donna Boris


Ando tão sem tempo
Que gostaria muito de pedir ao tempo
Que tempo livre me desse
Para que eu tivesse mais tempo
De tempo ficar com os meus amigos.

Mas o tempo me falou
Que tempo do tempo virá
E logo tempo... tempo vai ter
E sem tempo marcar
Muito tempo poderei ficar
Saudades... do tempo aliviar...
Estando outra vez com vocês.

(Poema dedicado aos meus amigos)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SEMENTE

Donna Boris

 
Peguei carona
nos olhos do meu pássaro.
Contente, o céu parece
só meu... ser.
Não é egoísmo nem possessão.
São asas da liberdade ilimitada
Que falam na Luz do infinito azul.
Ave pequenina “radar” do Criador.
Transcende a barreira visual
Deixando a visão real... existir.
A cor do espaço não tem sombra.
O corpo que move no deslocamento
Transporta apenas
Na bagagem... sentimento.
Nos olhos do meu pássaro
Semeio em porções fracionadas
O meu estoque trazido...
Sementes em versos
Que voando... escrevo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ALMA ROSA

Donna Boris


A igualdade da diferença
É que faz todo segredo.
Se quiser manter-se bela
Onde estiver
Por onde passar,
Não pode perder a ternura
Que deve estar sempre presente.
O brilho de ser dócil
Guardar no “tom” o carinho
Do saber falar
E do ouvir.
Competir com inteligência
Saber mostrar
Sem mandar.
Transbordar das mãos no “toque”
A energia trazida
Que a fez ser escolhida
Para nascer... feminina.
Guardar o espírito da juventude
A pureza da infância
No mapa do rosto... a maturidade.
Sabedoria do não perder
O que a fez vir
Com Alma Rosa...
Mulher.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011