quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DESABAFO DO BULE DE CHÁ

Donna Boris


Fui descartado!
Da minha família
Só lembranças...
Em tardes longínquas,
Era eu a atração esperada
No chá que trazia
A hora sempre marcada.
Conversas animadas,
Declarações, planos,
Revelações...
Risadas, choros,
Eu sempre estava presente.
Em algumas tardes
Era o confidente
Fiel, ouvinte dos segredos,
Guardava...
Hoje, sou peça ultrapassada.
Perdi lugar para a modernidade.
Raras são as reuniões
Nos finais das tardes.
A hora do chá
Em que se tornou?
Esquecido em lugar
Silencioso e esperançoso,
Aguardo que vejam
A minha beleza...
Quem sabe possa figurar
Em uma mesa,
Com alegria que um dia tive?
Passando por mim,
Vi em alguém o brilho no olhar...
Foi amor à primeira vista...
Citou minha cor mais bonita,
Apaixonou-se!...
Meu espanto quando ouvi:
Eu quero!
Seguido do comentário
Que belo eu ficaria
Sobre uma toalha de renda delicada
Xícaras semelhantes,
Sequilhos acompanhantes
Na conversa do par.
A concordância do pensamento
Estava traçada a minha aventura.
Sorri, outra vez... feliz.
A antiguidade é sábia
Por não perder a esperança!

domingo, 30 de janeiro de 2011

A MENINA DA JANELA

Donna Boris.


Distante... constante,
Presente... entre mente,
Do onde... ao qual?
Vim... por que?
A quem... quando?
E o tempo... responde?
Responde...
Saudade... idade...
Sonhos... menina.
Passou... ficou.
Vista janela
Tarde... sempre
Esperar... não perdeu...
A janela envelheceu
Com ela... eu.
A menina ficou.
O sonho guardou
A saudade atendeu.
O tempo se fez presente.
Observações continuam...
A menina na lembrança vive
Agora... ainda com os “por quês?”
Mas... não, “com quem?”

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

REVELAÇÃO... OCULTA

Donna Boris



Escrevi... enfim
O que não pronuncio,
De tão desgastada que está.
Escrevi no invisível lugar
Só quem o sabe, pode ler.
Demorei, mas enfim, escrevi...
Em letras bonitas
Cuidadosamente traçadas
Mostrando o carinho
Em todo momento, recebido.
Simples, lindo
Como cabe ser...
Ponto de Luz
Que brilha no interior
Energisa...
E figura bonito
O passar notado.
Até o desalinho vira graça
Na portadora criatura.
Escrevi...
Com asas imaginárias
Sou mais leve...

ARTE DO ANJO

Donna Boris

 
Revele... não!
Só vele...
Assim é o guardado
Dado, que sempre
Cai em um.
Sem jogo a contar.
Trilha
Da cadente estrela
Pedido atendido...
Alegria faz sorrir o anjo
Que riscou a nuvem
Com letras...
Deus Riu...
Bondosa Beleza...
Com arte permitida
O anjo desenhou.
Pediu cores a Mãe Natureza
E musica ao vento que passava.
O tempo nem parou
Deixou o anjo seguir...
A travessura chamou
Atenção de Maria
Que gotas de ternura
Na arte do anjo... colocou.
Curiosos... Querubins
Olhavam sem entender
Que tanto o anjo
Estava cuidadosamente
A construir.
Pronta a arte
Maria olhou...
Chamou Deus e abençoou.
Conta? Pede o Querubim.
Maria fala docemente:
A arte do anjo é presente
Se quiserem... revelarão.

domingo, 16 de janeiro de 2011

AMOR VERDADEIRO

Donna Boris


Hoje eu me pergunto:
O que é um amor verdadeiro?
Eu sempre penso que amor verdadeiro
é uma alegria que sorri nos olhos do outro.
Uma serenidade que só existe
ao saber que o outro está bem.
Uma paz presente e companheira
por se saber amado e amar.
Amor verdadeiro
vive por respirar o outro.
Pois amor verdadeiro não é divisível.
E a soma dos dois,
sempre será... UM.
É uma falta que não se completa
sem a essência do amado ser.
Amor verdadeiro
não é um momento no acaso
em que se busca um prazer.
Ele é muito... muito mais que isso.
Amor verdadeiro
é quando uma vida
vive na outra vida
e o coração bate
no peito do outro.
E se a ausência não dói,
não deixa um vazio...
é qualquer coisa...
menos amor.
Amor verdadeiro
é cuidadoso.
A energia do amor verdadeiro
é igual a fé.
Pense nisso...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"INTROSPECTA”

Donna Boris

Empreste-me uma rima
Um tema... um verso
Que seja diferente de tudo
Que até hoje escrevi.
Toque um acorde novo
Que me traga um sorriso.
Conte-me uma história
Que ainda não tenha fim...
A que nunca esqueceu
E a memória guardou...
Assim podemos imaginar o final.
Traga-me ao ponto de partida
Onde eu possa fazer
Uma caminhada diferente...
São tantas idas
E poucas vindas...
A especial chegada
Fez-me encontrar
Ou... reencontrar-me
No ponto “eixo”.
Deixo-me levar
Piso firme
Totalmente feliz...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CONVERSANDO COM O ANO VELHO

Donna Boris


Faltando poucas horas para tua partida
Fico a olhar: Que tipo de saudades vais deixar?
É Ano Velho! Não são boas...
Lembra como tu chegaste?
Já foste levando vidas
E deixando marcas impossíveis de apagar.
Todos os meses que por fim teu registro “2010”
Todos... coisas tristes aconteceram.
Enumera-las não vou... seria lembrar com detalhes.
Consequentemente as imagens viriam
E eu silenciaria o pensamento.
Estás partindo... e o Novo Ano
Quase batendo à porta.
Deixa para ele uma carta... um lembrete
Se muito não quiseres escrever.
Diz apenas: Faça tudo diferente!
Fale baixinho que a Paz tem bons ouvidos
Trate a natureza com carinho
As crianças e idosos com ternura
E com melodia suave... cante o amor.
Faça lembrar ao homem
Que deve ser brilhante criatura
Como é o desejo do Pai Criador.
E ao olhar para as mãos
Veja o dom que elas trazem
Aliado a inteligência e um bom pensamento.
Tens a batuta agora 2011
Rege a tua orquestra com sábia maestria.
Que a tão falada valentia
Seja a coragem para fazer o bem...
Eu, vou seguindo na minha viva esperança
De que tudo pode mudar para melhor
Se melhores também quisermos ser.
Que venha Feliz 2011... Bem vindo!