terça-feira, 23 de novembro de 2010

RIQUEZAS


Donna Boris


Negar aos que a vida já nega
Amor proteção carinho
Olhar e não vê o que tão perto está
Recolher a mão e esconder-se
O:... Não sou responsável... não sei
Faz-me triste... não posso calar.
O que custa uma palavra de carinho
Um afago com ternura
Um sorriso que seja real
Um olhar que venha do coração
Tais riquezas possuímos... possuímos?
Há sim... no ser humano
que não esqueceu de humano... ser.
Não negociou o seu tesouro espiritual
É... as festas se aproximam...
Enchem as cidades de “luz”
Sorrisos em muitos
Tristezas em tantos
Por que escolher datas para ter
Um gesto de solidariedade?
Mostra sentimento temporário?
A vida não sai de férias
Para acontecer nas férias...
Ah meu Deus!
Faça Seus filhos entenderem
O tesouro que têm guardado
Riqueza com a qual nascemos
E que só aparece...
Como aparece em muitos
Quando vem chegando o Natal.




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EU VOU POR AÍ...

Donna Boris


Parar não é inteligente...
Sei que vida tem pressa
Minha alma é inquieta
Eu vou por aí!
Tenho sede de momento
Desejo de conhecimento
Fome que não sacia
No “todos os dias”... aprender.
Meu arquivo está abarrotado
De sentimentos presentes
Não carentes... vou por aí!
Na felicidade que comigo vive
Alegria é minha bandeira
A paz... minha companheira
Seja qual for o caminho...
Destino?
Compro o bilhete na andança
Escolho o lugar pelo brilho
Escuto o meu coração.
Ainda há muito que fazer...
Muito que aprender...
Muito que escrever...
Eu?
Eu vou por aí!...




AMOR DE POETAS

Donna Boris


Psiu!
Fale baixinho...
Não me acorde do sonho
Psiu!
Deixa a musica tocar
Todas as notas voarem
Melodiosamente dançantes
A cada estágio do sonho meu...
A noite é perfumada...
No silencio,
As flores desnudam as suas essências,
Refinado o ar
Podemos melhor senti-las...
Não me acorde,
Não me acorde do meu sonho...
No encantamento amadurecido
Lapidados os sentimentos
Vivê-lo é prêmio.
E quando a aurora nos despertar
Faz-me um poema breve
Nele, versos que revelem
As rimas do viver.
Amor entre Poetas,
A vida sorri... muito mais bonito...




sábado, 30 de outubro de 2010

VISTA DA CIDADE BAIXA ( POEMA EM TELA )


Tela: Marcelo Silva
Poema: Donna Boris


Adornada em azul
Contas de barco enfeitam
Expondo antigos casarões
Que histórias guardam no só olhar.
Cidade cheia de encantos
Pontos de encontro com alegria.
No Mercado Modelo
Repentes, “souvenir” e poesia
Comida típica do lugar.
Altivo elevador Lacerda
Une a Salvador que não separa
Quem é... de quem vem,
O lugar e o “visitar”.
Baía da Bahia!
Cidade e tradições
Colorida é sua energia
Pairando no matiz
Pinta o artista... o seu poema em tela.

(Exposição 04.11.2010 Aeroporto de Salvador-BA)


INTERIOR DO SÃO FRANCISCO


Tela: Mercelo Silva
Poema: Donna Boris


No silencio que tece detalhes
Como quem nasceu... filho especial!
Entendia o Criador e a natureza.
Era paz da paz
E vida viva.
Coração com tempo eterno
Semeador do puro amor.
Quem chega encontra luz serena
Calma que acalma
A prece no orar.
Veste a alma de esperança e fé
Poe certeza no caminho
E sentimentos no coração.
Assim é o interior
Da igreja do São Francisco.


(Exposição 04.11.2010 Aeroporto de Salvador- BA) 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CORAGEM PARA SER “AMOR”

Donna Boris

 
Falam... como falam...
Buscam... quanto buscam...
Diferente, não sou!
Falo pouco... e...
Minha busca tornou-se espera,
Na esperança do vir.
Sentimento tão perfeito
Tem que morar em lugar especial
Não no citar do “Eu te Amo”
Sem a verdadeira bravura
E sabedoria do “Amar”.
O Amor é corajoso,
Cuidadoso, leve e livre.
Nasce antes de ser doado.
Dedicado... vive na felicidade
Por ser a causa da felicidade.
É silencioso e presente
Por ser composto de luz.
Não precisa gritar sua existência
A paz faz o entendimento das almas.
A “vida material” passa
Mas o AMOR tem coragem de ir
Muito mais... Além!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SORRISOS INTERNOS

Donna Boris


São letras que de uma mão deslizam
E vão formando palavras.
São pensamentos que surgem na mente
E vão construindo um mundo sozinho.
São sorrisos significativos ofertados
E vão expondo uma alegria interior.
É amor dado a quem não sabe
E vai compondo o silencio da alma.
Mundo, letras, palavras.
Pensamentos sozinhos...
Sorrisos internos...