terça-feira, 19 de outubro de 2010

VERSO E HISTÓRIA

Donna Boris


Nasci verso...
Caminhei em estrofes
Assisti espetáculos
Compondo “estórias” e “histórias”.
Apaixonei-me por poemas
Encontrei-me com minha alma
Poetisa nasci.
Felicidade mesmo?... Quando descobri
Que não sou espectadora no mundo.
Honro a minha biografia
Biologicamente humana
Metafísica existencial...
Sentimentalmente diáfana.
Milagre? Não... certeza!
Não sou só um verso
Sou poesia!
Não sou platéia...
Sou história!



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ALVORECER

Donna Boris


Um ponto de luz
Na noite que ainda dorme...
O olhar de um raio a espiar.
O sol chama atenção
Não é hora de brilhar.
O raio espera impaciente,
Pisca... clareando uma nuvenzinha
Brincando de esconde-esconde.
O sol olha... eles sorriem...
Contam o tic tac do relógio
Falta só um pouquinho.
A lua abre a porta
Chega para descansar.
Antes de recolher-se diz:
...Sol chama o raio menino!
E com um sorriso iluminado
Fala, ouvindo o movimentar das nuvens.
Pode ir... Alvorecer!




sábado, 16 de outubro de 2010

ILUSÃO SONHADA... REALIDADE


Donna Boris

 
Vivi sonhando-te...
Acordar no teu pensamento
E descobrir-me aeromante.
Saberia a cada momento
O que o ar me diria
Unida à natureza.
Vênus aliou-se a Minerva
Conhecendo ser comum o sonho
Não tardaram em agir.
Verso teu me tornou
Verso meu ti fez
Arte existencial.
Criação de poemas em pinturas
Palavras no corpo que baila
O que poderia ser mais puro?
Na observação do ar
Nossas verdades
Com perfume de vida
Perpetuada na tela
Composição em poesia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

VAZANDO



Donna Boris

Leio no passar dos dias...
A cada anuncio sentido
Gerando cuidados...
Rego de esperança a vida.
Intuição que não devo parar.
Margeando o limite, aceito?
Afogo-me, não em ti, na alegria!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SIMPLICIDADE

Donna Boris


Eu amo rosa menina...
Que só pode ser presenteada
Com a planta mãe.
Pássaros livres
Que cantam melodiando o vento.
Barquinho de papel
Bilhete em aviãozinho
Sorvete na casquinha
Chocolate que suja os dedos.
Cobertura de bolo
Festa infantil.
Caminhar sem destino e hora
Sentar na pracinha
Admirar a vida...
Amo me esconder em um abraço
Ouvir: Deus te abençoe
e... Deus te abençoe... poder dizer.
Andar descalça na praia
Catar conchinhas
Colecionar belas pedrinhas
Arte da Mãe Natureza...
Que por tantos anos me envia
Todos os dias um cartão
Com a mensagem:
“De presente... O hoje.
Seja uma boa aprendiz!”.

ALGUÉM PARA SER FELIZ


Donna Boris


 
Nunca entendi essa expressão:
“Alguém para ser feliz”
A mim sugestionava que
Se poderia trazer em um pacote
A pessoa, mais a felicidade.
Sempre me pareceu
Dependência do “vir”!
Não sei...
Talvez por uma visão diferente
Jamais me senti metade.
(E se a pessoa fosse só “um terço”
como formar “um inteiro”?).
Eu e minha mente questionadora...
Sempre buscando soluções simples
Para o que parece complicado...
Não ter regras de estereótipo.
Deixar valer a estética natural.
A mim... vale um belo sorriso
Uma alma leve
Fé no Criador
Conhecer detalhadamente
O significado da palavra “respeito”.
Esse interior é... mais que perfeito
Para ser presente
Em um sempre futuro
No infinitivo “viver”.
Não fraciono o que tem como resultado
Conjunto unitário.
Y + X = UM

domingo, 26 de setembro de 2010

SENHORA


Donna Boris


Cedo... abre a porta, sai.
Encontra ainda o dia em silencio.
Faz um diálogo com o pensamento
Abre o tesouro das memórias.
Brinca com a borboleta que faz companhia
Sorri para o pássaro que corteja a manhã
Segue... risonha, feliz.
Analisa o tempo...
Lembra frases que se tornaram vida, na vida,
E sempre ajudaram a existir.
Chacoteia... e diz:
Menina garimpeira
Sempre buscando o melhor da essência
Valeu-te o sozinho, mas não a solidão.
Quem sonhou com “príncipe encantado”
Escreve versos ao “sonho sonhando”
Dá-se o direito de ser feliz.
Vive entre o aqui e agora
Menina... mulher... senhora
Firme no pensar... serena no seguir.
Com um lugar no coração reservado
Para “o especial” que entender
O sentimento verdadeiro de uma menina
Que nunca mudou... por crescer.