quarta-feira, 8 de setembro de 2010

REMETENTE






Donna Boris


Encontrei envelope
Endereço e nome datilografados,
Meus...
Dentro uma carta ainda não lida.
Que distração a minha!
Abri calma e curiosa
Comecei a ler
Assim estava escrito:

“Em, 26 de maio de 1982.
Estimado tempo,
Hoje você me deixou pensativa
Na esperança que não veio
E que fico a perguntar:
Sabe o tempo de todos os tempos
E o caminho de todos os caminhos?
Como respostas ter as incógnitas existências?
Deveria o mundo ser povoado de semeadores do bem
Assim... talvez melhor estivesse.
Mas o que vejo é um egoísmo crescente
Onde o “ter” fala mais alto que o “ser”.
Já me recuso a ler certos cadernos nos jornais
E as manchetes nas bancas de revistas
São desalentadoras.
A TV dando preferências ao negativo
Buscando números de audiência.
Onde, onde estão os bons valores?
A liberdade desmedida me faz pensar no amanhã.
Em nome do “amor livre”
O respeito está sendo esquecido...
O que será do futuro
Quando se abre a porta
Para tantas coisas não boas?
Temo só em presumir...
Aqui te faço uma promessa:
Serei semeadora do melhor
“Por onde passar.” ”

Dobrei a carta, guarde-a no envelope
e no remetente tinha escrito: EU



POEMA PARA NINAR GENTE GRANDE



Donna Boris

 
Feche os olhos!
Respire...
Ouça a voz que vem do coração.
Agora estás em uma linda paisagem
É noite,
Uma estrela especial brilha só para você...
Vês?
O céu não é de todo escuro
Podes até imaginar quantos anjinhos lá estão
Cuidando-te em todos os momentos!
Ris?
É bom sorrir
Principalmente na hora de dormir...
O Criador deve estar feliz também.
Agradece o teu dia!
Do teu sono cuido eu.
Faz uma oração...
Dela não podes esquecer!
A Paz acalma...
Os bons pensamentos chegam...
O silencio fica mais silencioso...
Agora vou começar
Uma linda história contar
Até o teu adormecer...
- Era uma vez um menino grande
Que mesmo grande, criança continuou...
E... já dormiu!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ABACISMO

Donna Boris


Ponto... linha
Quebrada... ângulo
Agudo, reto, obtuso.
Sorriu em volta inteira
Brincando de circunferência
Fez arco e diâmetro
Raio em flecha.
Casinha em polígono... pentágono
E cone no chapéu
Jogou dado no quadrado
E escondeu-se em
Abacismo no painel.

SEM RAZÃO


Donna Boris


Sonhei-te em um colegial esbarro
Onde os meus livros pegaríamos
Nos olharíamos tímidos
E...
Seguindo, te vi na praia
Onde brincávamos com as ondas
Correndo nas areias
E...
Na viagem de férias
Imaginei-te!
No lugar não marcado
Ao acaso...
E...
No colégio
Na praia
Nas férias
No trabalho... em tantos,
Tantos lugares te sonhei encontrar!
E...
O tempo foi caminhando
Com ele, eu...
E...
Cada vez mais cuidado
Guardado foi ficando.
Desencantos?... não!
Gostar sei!
Obedeço à lei
Que o sentimento dita.
Se vou te encontrar?
Quem sabe?
Mas cuidar do amor
Fez-me e faz feliz.
É saudade boa
Sem saber quem és...
Deixa viva a esperança
De somando, dividir
Um dia,
A minha felicidade!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

VERSO INQUIETO

Donna Boris


 
Falou por toda a noite
Não me deixando dormir.
Sonolenta, resolvi
O seu pedido atender.
A felicidade se alimenta
Das coisas simples,
Pequenos grãos
Que cuidados na alma
Brilham, é fácil notar...
Eu prometo verso inquieto
Que estarás sempre comigo,
Entre poemas a brincar.
De segunda a domingo
Na ordem do momento,
No quebra-cabeça das palavras
Nosso jogo predileto.
Você, verso... eu, poesia
Nunca nos separaremos.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

ACREDITAR

Donna Boris


Impecável!
Como se fosse feito ainda ontem
Espera imponente e feliz.
Não se deixa ser démodé
E vai um dia rodopiar
Conduzido por bela musica
E mãos que hão de vir
Fazendo brilhar o vestir
Do belo vestido a usar.
Sonha cor rosa...
Nasceste feminina!
Não dispensa a ternura presente
Que deve existir na mulher.
Segue firme em seu destino
Colorindo-o sempre do melhor,
Aprendendo que viver é uma grande festa
Cuida bem do convite recebido
E quer fazer sempre bonito
Enquanto espera o baile chegar.

FALANDO COM O SILENCIO

Donna Boris
 
O sono parece querer tomar conta dos meus olhos...
O convite é tentador: Vai dormir!
Eu, teimosa por excelência, não obedeço.
Dormir... só se fosse com uma certeza:
Ter o sonho dos meus sonhos!
A resposta não vem...
Lembro... faz muito tempo
Ele vem acalentando minha alma,
Que persistente!
Já virou até razão de viver.
Quem sabe um dia cansado
Tome a decisão: tornar-se realidade!
Que belo sair do subconsciente ao consciente
Na mais pura expressão da felicidade...
Ah! Por que me acompanha por toda a vida
Sem desistir de mim?
Quero-o realizado
No meu dia a dia presente
E não apenas existente no meu silencio
Onde eu posso então
Conversar, com o meu sonho...