quarta-feira, 7 de julho de 2010

LINHA MARCADA

Donna Boris


Não é meridiano
Não é trópico
Nem faixa
indicadora de limite...
Mas lá está
Marcando a existência...
Não olho!
Não por temer
Mas por certeza.
É tão clara
Quanto o viver...
Posto as mãos,
Fecho os olhos,
Só uma imagem
Ainda não definida...
Importa?
Vieste marcado
Na linha da minha mão...


POESIA SEM ALMA

Donna Boris


Poesia sem alma
É como uma musica sem melodia
Um pôr do sol em tempestade
Um alvorecer sem pássaros cantantes
Um jardim sem perfume e flores.
Poesia sem alma
É como papel sem palavras
Tela sem arte
Vida sem ser...
Poesia sem alma
É como me sinto agora
Coração bate, mas há demora.
É sentido sem sentido.
Eu, só eu e um teclado mudo.

Poesia sem alma
Onde está você?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O SOL, A LUA E EU


Donna Boris


Sol... Lua... Eu...
Estando com muitos e só.
O sol é centro do sistema
A Lua única para o nosso planeta
E eu?
O sol brilha dividindo e multiplicando luz
A lua solitária encantada
E eu?
O sol aquece a vida
A lua enfeita a alma
E eu?
O sol desperta e nasce
A lua embala e sonha
E eu?
O sol faz os olhos brincarem
A lua brinca nos olhos
E eu?
O sol faz da água caleidoscópio
A lua faz da água espelho
E eu?...
Quando será o próximo eclipse?
Questiono!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

NASCI LIVRE

Donna Boris


Não me mostre limites...
Isso se aplica aos seres
que não conhecem Deus!
Eu sou sempre horizonte,
onde o meu norte me norteia.
Nas regras da natureza, o meu código.
Há muito o meu ninho foi desfeito.
Aprendi cedo a voar...
Não me mostre limites...
Sei buscar meu próprio alimento!
Sou companheira da paz,
caminho ao pôr do sol
solfejando em sua homenagem.
Já tive as minhas asas
renovadas muitas vezes...
Hoje, ninguém as corta mais.
No céu calmo de límpido azul
a minha paisagem bendita,
onde escrevo os meus sonhos...
Faço empréstimo de
pequeninas nuvens brancas
dou formato as palavras...
Do meu eu para o meu ego.
Não culpo ninguém...
Nada cobro de ninguém...
Sou misto de Fênix e Águia.
E se tão importante é estar perto?
Não me mostre limites...
Voemos juntos.

VERSEJANDO A VIDA

Donna Boris


Por ter alma de poeta
Acostumei-me a pensar em versos
E ver a vida em lente “macro”.
Detalhista da esperança
Desperto sempre em paz e luz.
Aprendi a ver a beleza:
Nos chuvosos dias,
Na planta ainda semente,
Na ave... ovo
Na vida a vir!
Não conheço a solidão
Nasci acompanhada de mente inquieta
Que faz do sozinho... festa
Sou ser... musical.
Poeta é ser completo!
Compreende o silencio,
Dança com o mar.
Poeta é ser imenso!
Isolado e acompanhado
No seu jardim pessoal...
De tulipas!

SONHO

Donna Boris


Quando ainda presa no caule...
Vendo a beleza
que perto de mim se formava,
em “ser” também me imaginava
com perfume e delicada cor.
O admirar era confortante...
Chegou o meu instante
E na estação caí...
O vento, o tempo, o Criador
Que nunca deixa de olhar
Suas criaturas...
Esculpiu-me!
Sonho realizado!
Pequenina, quase imperceptível...
Se souber me ver
Sou uma flor!

terça-feira, 11 de maio de 2010

AMOR? OU AMOR!

  Donna Boris


 Hoje me perguntaram:
O que é o amor?
Por um momento calei
Havia muitos pensamentos
Em analise...
Amor...
palavra que se tornou
Tão fácil o pronunciar.
Na reflexão... diriam:
Existem muitas formas de amar!
Concordo? Discordo?
Não é a forma e sim o sentimento
Que vejo em questão.
Questionar o amor?
Teria eu tal capacidade?
Vou falar como o sinto:
É tão simples...
Que a ele... só cabe aceitação.
É tão puro...
Que qualquer pensamento
Não transparente, pode marcá-lo.
É tão doação...
Que não cabe cobrança.
É tão luz...
Que o teu existir ilumina.
E é tão livre...
Que até quando dorme,
Deixa saudade!