segunda-feira, 14 de junho de 2010

VERSEJANDO A VIDA

Donna Boris


Por ter alma de poeta
Acostumei-me a pensar em versos
E ver a vida em lente “macro”.
Detalhista da esperança
Desperto sempre em paz e luz.
Aprendi a ver a beleza:
Nos chuvosos dias,
Na planta ainda semente,
Na ave... ovo
Na vida a vir!
Não conheço a solidão
Nasci acompanhada de mente inquieta
Que faz do sozinho... festa
Sou ser... musical.
Poeta é ser completo!
Compreende o silencio,
Dança com o mar.
Poeta é ser imenso!
Isolado e acompanhado
No seu jardim pessoal...
De tulipas!

SONHO

Donna Boris


Quando ainda presa no caule...
Vendo a beleza
que perto de mim se formava,
em “ser” também me imaginava
com perfume e delicada cor.
O admirar era confortante...
Chegou o meu instante
E na estação caí...
O vento, o tempo, o Criador
Que nunca deixa de olhar
Suas criaturas...
Esculpiu-me!
Sonho realizado!
Pequenina, quase imperceptível...
Se souber me ver
Sou uma flor!

terça-feira, 11 de maio de 2010

AMOR? OU AMOR!

  Donna Boris


 Hoje me perguntaram:
O que é o amor?
Por um momento calei
Havia muitos pensamentos
Em analise...
Amor...
palavra que se tornou
Tão fácil o pronunciar.
Na reflexão... diriam:
Existem muitas formas de amar!
Concordo? Discordo?
Não é a forma e sim o sentimento
Que vejo em questão.
Questionar o amor?
Teria eu tal capacidade?
Vou falar como o sinto:
É tão simples...
Que a ele... só cabe aceitação.
É tão puro...
Que qualquer pensamento
Não transparente, pode marcá-lo.
É tão doação...
Que não cabe cobrança.
É tão luz...
Que o teu existir ilumina.
E é tão livre...
Que até quando dorme,
Deixa saudade!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

EFÊMERA VIDA


Donna Boris


Tenho que fazer valer!
Decidi diferente:
Se em nuvem eu voasse
E o mesmo buscasse,
Cumpriria o meu papel
E de nada valeria.
Decidi diferente...
Por ter vida efêmera
Vou usá-la da melhor forma,
Tornar feliz o meu partir...
Quero voar por lugares bonitos
Sentir o perfume da vida
E descobrir cada cor...
Olham-me com nojo...
Por ser espécie transmissora
Generalizam o meu existir.
Sei que pareço com todas
Mas sou diferente...
Por mais que diga, não vou convencer.
Ah! Vou tomar um porre de guaraná
Adoçar e vida... e viver!

domingo, 9 de maio de 2010

ODE AO MONTE FUJI


Donna Boris


A minha admiração de criança
Hoje continua... somada ao entender
Porque mantém alvo o teu cume
Tempo faça ou passa...
Lição clara da Mãe Natureza
A nos ensinar como pensar.
Venha o inesperado,
Aconteça o que ocorrer,
A essência não pode mudar...
Meu amado Monte Fuji
Em teu espelho o meu seguir...
E nada, nunca, interferir,
Na maneira de ser... do meu ser
Nos tempos... passados
E todos que ainda hão de vir
Teu manto alvo sempre a existir
Silenciosamente a nos dizer:
Conserve a pureza dos pensamentos
Neles... nasce a paz.

sábado, 8 de maio de 2010

ESSÊNCIA MATERNAL


Donna Boris

 

No nascimento já se trás
A semente que vai gerir...
Independente de condição
Basta tê-la para saber.
Deixar nos olhos brilhar
E no coração crescer
O amor incondicional
Que vem com a essência
Maternal.
Sendo e sabendo ser
A biologia não importa.
A mão que rega o desenvolver
Forma para o feliz amanhã.
E é com a firmeza do carinho
Com a ternura no “não”
Mostrando o invisível limite
Riscado com cor de fé
Direcionado com respeito.
Foi bem assim nesse jeito
Que aprendi com a minha mãe...
E hoje ensino... sou mãe!

sábado, 24 de abril de 2010

ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ

Donna Boris



Ontem... tempo que ao passado pertence.

Amanhã... pertence a esperança!

Ontem... recordações.

Amanhã... projetos do acontecer!

Ontem... apago e guardo.

Amanhã... escrevo e sonho!

Ontem... sorri e chorei.

Amanhã... viverei? Talvez!

Ontem... felicidade e saudade.

Amanhã... saudade sim, felicidade não sei!

Hoje... nem ontem nem amanhã...

Hoje... pego o tempo!

Hoje... abraço a esperança!

Hoje... me alegra as recordações...

Hoje... o infinito do presente!

Hoje... é apenas... hoje!