terça-feira, 12 de janeiro de 2010
CONTRADIÇÃO
Donna Boris
Você foi o alô...
E eu não cheguei a dar
Você foi o amigo...
E eu não o conheci.
Você foi o pensamento...
E eu não cheguei a pensar.
Você foi o momento...
E eu não o vivi.
Você foi a ternura...
E eu não a tive.
Você foi a musica...
E eu não a ouvi.
Você foi a canção...
E eu não cantei.
Você foi minha rima...
E eu não usei.
Você foi a idéia..
E eu não criei.
Você foi o sono...
E eu não dormi.
Você foi o sonho...
E eu não sonhei.
Você foi a oração...
E eu não rezei.
Você foi a alegria...
E eu não sorri.
Você foi... os meus olhos...
E eu não enxerguei.
Você foi... o instrumento...
E eu não toquei.
Você foi o filme...
E eu não assisti.
Você foi a brincadeira...
E eu não participei.
Você foi a festa...
E eu não dancei.
Você foi o tema...
E eu não fiz o show.
Você foi o sol...
E eu não fui a praia...
Você foi o jardim...
E eu não fui a flor.
Você foi tudo...
E eu... não fui nada.
Mas...
Eu fui o amor...
E você... não notou!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
NOTA MUSICAL
Hoje sou sinfonia a viajar em um vento calmo,
Analiso essa minha composição,
Belo compasso que não desafina,
E minhas notas em claves ordenadas.
Hoje sou sinfonia, mas já foi ciranda.
Do belo ritmo guardo alegria...
Já estive em sorrisos infantis e foi bom
E ainda estou em tradições, e é bom.
O que não quero é deixar de ser nota musical!
O tempo e o espaço não importam...
Quero é melodiar com o vento,
Por onde ele calmo, me levar...
Analiso essa minha composição,
Belo compasso que não desafina,
E minhas notas em claves ordenadas.
Hoje sou sinfonia, mas já foi ciranda.
Do belo ritmo guardo alegria...
Já estive em sorrisos infantis e foi bom
E ainda estou em tradições, e é bom.
O que não quero é deixar de ser nota musical!
O tempo e o espaço não importam...
Quero é melodiar com o vento,
Por onde ele calmo, me levar...
VERSOS PARA UM POETA

Quando pensei em deixar todos os meus escritos guardados...
Quando pensei até em tornar raro o meu escrever...
nas proximidades do natal de um ano não muito no passado...
ganhei do Criador um presente. Dele, o meu presente, veio o incentivo para que
eu continuasse, quando pela primeira vez mostrei a alguém
um poema meu. Obrigada sempre... Meu Amigo, Doce Poeta
e Escritor... Presidente da ALA - Academia Literária Atibaiense...
Fábio Siqueira do Amaral.
Quando pensei até em tornar raro o meu escrever...
nas proximidades do natal de um ano não muito no passado...
ganhei do Criador um presente. Dele, o meu presente, veio o incentivo para que
eu continuasse, quando pela primeira vez mostrei a alguém
um poema meu. Obrigada sempre... Meu Amigo, Doce Poeta
e Escritor... Presidente da ALA - Academia Literária Atibaiense...
Fábio Siqueira do Amaral.
TALISMÃ
Donna Boris
Donna Boris
Era um enigma!
Palavras sem direção...
Pensamentos... com quem dividir?
E do saber que sabe
Veio o saber do saber...
O vem, trazia alegria
O vai, contentamento de ir...
E a dança das palavras se fazia
No olhar o valsar das letras a formar.
No momento de escrevê-las sorria
A vida foi se fazendo alegre
Até que em mim fez moradia... a felicidade.
E todos os bons sentimentos
Apresentaram-se, ficaram.
O sonho-esperança, realidade...
Tudo mudou de forma mágica
Quando encontrei... O Talismã!
MENININHO DE CABELOS BRANCOS
Donna Boris
O tempo insiste... Temos que crescer...
Sábio é... Ser criança sempre...
Ver a vida com olhos infantis
Guardar o bom de ontem
Ter esperança do novo... Hoje...
O sentimento leve... brilhante...
Arquivo do bem... dorme feliz...
Mas, se na caminhada da vida
Algum desencanto faz uma lágrima rolar
Rega com ela o encanto
Nunca deixa de sonhar...
Tece a vida em linda trama
É espelho para quem quiser aprender
Menininho de cabelos brancos
Se presunçosa posso ser?
Quero parecer contigo
Vou ficar sempre criança
Pra “gente grande” poder entender.
Donna Boris
O tempo insiste... Temos que crescer...
Sábio é... Ser criança sempre...
Ver a vida com olhos infantis
Guardar o bom de ontem
Ter esperança do novo... Hoje...
O sentimento leve... brilhante...
Arquivo do bem... dorme feliz...
Mas, se na caminhada da vida
Algum desencanto faz uma lágrima rolar
Rega com ela o encanto
Nunca deixa de sonhar...
Tece a vida em linda trama
É espelho para quem quiser aprender
Menininho de cabelos brancos
Se presunçosa posso ser?
Quero parecer contigo
Vou ficar sempre criança
Pra “gente grande” poder entender.
COISAS
Há uma vontade imensa de escrever
Coisas e coisas que vão desfiando
E tecendo a minha vida.
Coisas de mim... que estão reunidas
Em simples e significativo monossílabo...
Coisas que preenche a mente
Tumultua o coração e...
Não rouba a minha paz...
Coisas que o tempo não leva
A saudade não lembra... São permanentes!
Coisas que não se sabe quando nasce
Mas que gritam a sua existência
E não sufoca... E não consola!
Coisas que não tem enigma...
É toda solução...
Não falta nada... Está completa.
Coisas simples como uma lágrima
Significativa como um sorriso e...
Pura como um perdão.
Coisas que vão valendo um tudo
E que se encontram no nada...
Coisas e coisas que bailam
E sonoramente vão deixando suas notas
De uma maneira grotesca...
Mas que se encontram melodiosamente
Na composição do meu eu.
Coisas que tem nome
Coisas que eu chamo
Coisas que eu amo
Coisas de você...
SAUDADE!
Guardava uma saudade,
Boa e companheira.
Era tão presente, que nunca me perguntei:
Saudade de quem ou de que?
E me via serena, vivendo a vida,
Sem solitária ser.
Saudade amiga
Saudade sorriso
Saudade esperança
Saudade ternura
Saudade força
Saudade paz
Saudade fé.
E você apareceu,
Num jeito só seu de existir.
Não me foi difícil entender,
Que eu saudade que eu sentia
Era... Saudade de você!
Boa e companheira.
Era tão presente, que nunca me perguntei:
Saudade de quem ou de que?
E me via serena, vivendo a vida,
Sem solitária ser.
Saudade amiga
Saudade sorriso
Saudade esperança
Saudade ternura
Saudade força
Saudade paz
Saudade fé.
E você apareceu,
Num jeito só seu de existir.
Não me foi difícil entender,
Que eu saudade que eu sentia
Era... Saudade de você!
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